Arquidiocese do Rio de Janeiro

30º 23º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 23/03/2019

23 de Março de 2019

Dia do padre

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

23 de Março de 2019

Dia do padre

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

04/08/2013 00:00 - Atualizado em 05/08/2013 14:17

Dia do padre 0

04/08/2013 00:00 - Atualizado em 05/08/2013 14:17

Dia do padre / Arqrio

Recordamos, nesse ano, no primeiro domingo de agosto, a memória de São João Maria Vianney, apresentado pela Igreja como Patrono dos Párocos. Quero, nesta reflexão, levar a minha palavra de Pai e Pastor da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro não só aos párocos, mas, também, aos administradores paroquiais, aos vigários paroquiais, aos capelães, a todos os membros de nosso clero, aos padres residentes em nossa Igreja Metropolitana e, particularmente, aos presbíteros na melhor idade, bem como aos eméritos e aos doentes. A todos a minha solicitude e a minha proximidade, conforme tive a ocasião de manifestar pessoalmente na celebração que presidi no último sábado, na Igreja de São Pedro dos Clérigos, seguida de nossa tradicional confraternização. Manifestei também meus cumprimentos através da mensagem via celular nesse domingo. Quero agradecer, em meu nome e da Arquidiocese, o trabalho árduo e muitas vezes escondido de todos e de cada um. De uma maneira especial abraço todos os sacerdotes que nos últimos anos se empenharam, sobremaneira, pela realização da JMJRio 2013.

 O Papa Francisco, em sua viagem apostólica ao Rio de Janeiro, nos exortou a não ter medo de ir contra a corrente dominante do pensamento do mundo. O Bispo de Roma tem repetido que nós devemos caminhar para as periferias, ir ao encontro dos que estão afastados. Graças a Deus, em nossa Arquidiocese, são muitos os que gastam as suas vidas nas muitas comunidades, e ali plantam a semente do Evangelho.

O Vigário de Cristo e a Igreja querem a Igreja e os seus ministros nas ruas – bispos, padres, diáconos, religiosos, lideranças próximos do povo – trabalhando para os pobres e formando jovens missionários. Por isso, nós nos sentimos desafiados a intensificar esse caminho novo redesenhado e confirmado pelo pontífice. O Papa nos propõe redescobrir a alegria da fé! Ao falar do chamado para anunciar o Evangelho, nos ensina a viver o caminho a que somos chamados para ajudar os jovens e todos os fiéis a perceberem que ser discípulo missionário é uma consequência de ser batizado, é parte do essencial do ser cristão. E que o primeiro lugar onde evangelizar é própria casa, o ambiente de estudo ou de trabalho, a família e os amigos.

Em nossa Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro o Papa Francisco pediu que os sacerdotes tenham “a paciência de escutar os problemas dos jovens”, especialmente na confissão, na orientação espiritual e no acompanhamento. “Não poupemos esforços na formação dos jovens” e ajudemo-los, disse, a “redescobrir o valor e a alegria da fé”. Essa orientação deve ser feita de tal modo que se sintam missionários, saiam de suas casas e façam “ruas de fé”: “não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades quando tantas pessoas estão esperando o Evangelho”, alertou, e completou enfático: “Eduquemo-los para a missão, para sair, para partir. Decididamente, pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que são mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia”.

O Papa nos ensinou, ainda, o chamado a “Promover a cultura do encontro”. Ele denunciou a atual “cultura da exclusão e do descartável”, na qual não há tempo para as os outros, e as relações humanas parecem regidas por dois dogmas modernos: a eficiência e o pragmatismo. Isso vale, particularmente, para algumas falsas mentalidades que descartam os sacerdotes anciãos e doentes e não lhe dão a verdadeira atenção e carinho.

É convite para incrementar mais ainda o contato pessoal dos presbíteros com os fiéis. O relacionamento entre as pessoas, na vida paroquial, deve sempre ser igual, na mesma simplicidade e sem fazer-se maior. Isso é de uma beleza e simplicidade comoventes, dando tempo para ouvir o outro como alguém que serve, com o seu modo de vida, próximo das suas ovelhas, gastando a sua vida e as suas preocupações com as preocupações do povo santo de Deus, a quem o sacerdote é enviado para santificar e proclamar o Reino de Deus.

Nesse sentido, quero elevar a Deus a minha ação de graças pelo trabalho pastoral de todos os presbíteros de nossa amada Arquidiocese. Agradeço a Deus, também, o trabalho escondido de muitos sacerdotes que gastam a sua vida pelo povo brasileiro, particularmente, na Região Amazônica, com todas as suas complexidades pastorais. No discurso aos Bispos do Brasil, o Santo Padre fez especial menção à Amazônia! Somos chamados, pois, a ser pastores conforme o Coração de Cristo: mansos, pacíficos, generosos; que estejamos sempre em sintonia com Cristo, com a Igreja em favor da edificação da esperança, da solidariedade, da partilha e da paz, sem medo de viver, anunciar e testemunhar o Evangelho. O Santo Padre Francisco foi muito claro nas suas palavras aos bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e seminaristas – para terem “a coragem de ir contra a corrente”, sendo “servidores da comunhão e da cultura do encontro”.

Unamo-nos à Virgem Mãe, Mãe dos Sacerdotes, que interceda por todos nós nessa bela e importante missão nesse tempo de tantas transformações sociais, culturais e religiosas!

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.
Dia do padre / Arqrio

Dia do padre

04/08/2013 00:00 - Atualizado em 05/08/2013 14:17

Recordamos, nesse ano, no primeiro domingo de agosto, a memória de São João Maria Vianney, apresentado pela Igreja como Patrono dos Párocos. Quero, nesta reflexão, levar a minha palavra de Pai e Pastor da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro não só aos párocos, mas, também, aos administradores paroquiais, aos vigários paroquiais, aos capelães, a todos os membros de nosso clero, aos padres residentes em nossa Igreja Metropolitana e, particularmente, aos presbíteros na melhor idade, bem como aos eméritos e aos doentes. A todos a minha solicitude e a minha proximidade, conforme tive a ocasião de manifestar pessoalmente na celebração que presidi no último sábado, na Igreja de São Pedro dos Clérigos, seguida de nossa tradicional confraternização. Manifestei também meus cumprimentos através da mensagem via celular nesse domingo. Quero agradecer, em meu nome e da Arquidiocese, o trabalho árduo e muitas vezes escondido de todos e de cada um. De uma maneira especial abraço todos os sacerdotes que nos últimos anos se empenharam, sobremaneira, pela realização da JMJRio 2013.

 O Papa Francisco, em sua viagem apostólica ao Rio de Janeiro, nos exortou a não ter medo de ir contra a corrente dominante do pensamento do mundo. O Bispo de Roma tem repetido que nós devemos caminhar para as periferias, ir ao encontro dos que estão afastados. Graças a Deus, em nossa Arquidiocese, são muitos os que gastam as suas vidas nas muitas comunidades, e ali plantam a semente do Evangelho.

O Vigário de Cristo e a Igreja querem a Igreja e os seus ministros nas ruas – bispos, padres, diáconos, religiosos, lideranças próximos do povo – trabalhando para os pobres e formando jovens missionários. Por isso, nós nos sentimos desafiados a intensificar esse caminho novo redesenhado e confirmado pelo pontífice. O Papa nos propõe redescobrir a alegria da fé! Ao falar do chamado para anunciar o Evangelho, nos ensina a viver o caminho a que somos chamados para ajudar os jovens e todos os fiéis a perceberem que ser discípulo missionário é uma consequência de ser batizado, é parte do essencial do ser cristão. E que o primeiro lugar onde evangelizar é própria casa, o ambiente de estudo ou de trabalho, a família e os amigos.

Em nossa Catedral de São Sebastião do Rio de Janeiro o Papa Francisco pediu que os sacerdotes tenham “a paciência de escutar os problemas dos jovens”, especialmente na confissão, na orientação espiritual e no acompanhamento. “Não poupemos esforços na formação dos jovens” e ajudemo-los, disse, a “redescobrir o valor e a alegria da fé”. Essa orientação deve ser feita de tal modo que se sintam missionários, saiam de suas casas e façam “ruas de fé”: “não podemos ficar encerrados na paróquia, nas nossas comunidades quando tantas pessoas estão esperando o Evangelho”, alertou, e completou enfático: “Eduquemo-los para a missão, para sair, para partir. Decididamente, pensemos a pastoral a partir da periferia, daqueles que são mais afastados, daqueles que habitualmente não frequentam a paróquia”.

O Papa nos ensinou, ainda, o chamado a “Promover a cultura do encontro”. Ele denunciou a atual “cultura da exclusão e do descartável”, na qual não há tempo para as os outros, e as relações humanas parecem regidas por dois dogmas modernos: a eficiência e o pragmatismo. Isso vale, particularmente, para algumas falsas mentalidades que descartam os sacerdotes anciãos e doentes e não lhe dão a verdadeira atenção e carinho.

É convite para incrementar mais ainda o contato pessoal dos presbíteros com os fiéis. O relacionamento entre as pessoas, na vida paroquial, deve sempre ser igual, na mesma simplicidade e sem fazer-se maior. Isso é de uma beleza e simplicidade comoventes, dando tempo para ouvir o outro como alguém que serve, com o seu modo de vida, próximo das suas ovelhas, gastando a sua vida e as suas preocupações com as preocupações do povo santo de Deus, a quem o sacerdote é enviado para santificar e proclamar o Reino de Deus.

Nesse sentido, quero elevar a Deus a minha ação de graças pelo trabalho pastoral de todos os presbíteros de nossa amada Arquidiocese. Agradeço a Deus, também, o trabalho escondido de muitos sacerdotes que gastam a sua vida pelo povo brasileiro, particularmente, na Região Amazônica, com todas as suas complexidades pastorais. No discurso aos Bispos do Brasil, o Santo Padre fez especial menção à Amazônia! Somos chamados, pois, a ser pastores conforme o Coração de Cristo: mansos, pacíficos, generosos; que estejamos sempre em sintonia com Cristo, com a Igreja em favor da edificação da esperança, da solidariedade, da partilha e da paz, sem medo de viver, anunciar e testemunhar o Evangelho. O Santo Padre Francisco foi muito claro nas suas palavras aos bispos, presbíteros, diáconos, religiosos e seminaristas – para terem “a coragem de ir contra a corrente”, sendo “servidores da comunhão e da cultura do encontro”.

Unamo-nos à Virgem Mãe, Mãe dos Sacerdotes, que interceda por todos nós nessa bela e importante missão nesse tempo de tantas transformações sociais, culturais e religiosas!