Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 19º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 16/10/2018

16 de Outubro de 2018

Ascensão do Senhor (08/05/2016)

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16 de Outubro de 2018

Ascensão do Senhor (08/05/2016)

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04/05/2016 11:42 - Atualizado em 04/05/2016 11:45

Ascensão do Senhor (08/05/2016) 0

04/05/2016 11:42 - Atualizado em 04/05/2016 11:45

 

“Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu;

suba também com ele o nosso coração.”[1]

 
Hoje celebramos a grande Solenidade da Ascensão do Senhor. O Senhor, após a sua Ressurreição, apareceu aos seus discípulos durante quarenta dias como nos dizem as Escrituras e, depois, disso, foi elevado à vista deles.

O evangelho de Lucas, cujo final ouvimos na liturgia da Palavra deste domingo, nos apresenta esta cena da Ascensão. O Senhor envia os seus apóstolos em missão e logo depois é elevado às alturas dos céus e se assenta à direita do Pai. Mas, ao ser elevado às alturas dos céus ele não abandona os seus, porque o mesmo evangelho afirma eles continuavam a ir sempre ao Templo para “bendizer a Deus”, e que eles voltaram a Jerusalém “com grande alegria”. O Senhor os alegrava interiormente. Essa alegria era já fruto da misteriosa presença do Cristo no meio dos seus.

Os apóstolos pregavam e o Senhor realizava por meio deles sinais que confirmavam a sua pregação. Esta mesma cena da Ascensão, nos é relatada na primeira leitura e no salmo. O Salmo 46 é quase como que uma profecia: “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta”. E a primeira leitura, o início dos Atos dos Apóstolos, nos apresenta o Cristo que “foi levado” aos céus, depois de ter dado instruções aos seus discípulos e de ter-lhes prometido o dom do Espírito Santo. A cena termina com os anjos, dois homens vestidos de branco, que interrogam os apóstolos sobre o porquê de estarem a olhar os céus, uma vez que o Cristo, do mesmo modo que foi, deveria também retornar para junto dos seus, na consumação dos tempos.

Da celebração desta Solenidade podemos tirar grandes lições para a nossa vida espiritual. A primeira destas lições é o reavivamento da nossa esperança. Sim, a nossa esperança é reavivada com a celebração desta solenidade, porque nós cremos que do mesmo modo como Cristo subiu e se assentou à direita do Pai, nós também nos sentaremos nos céus com Deus.

Cristo ressuscitou com o seu corpo e com este corpo glorioso e transformado, mas ainda um corpo verdadeiramente humano, ele penetrou nas alturas dos céus. Assim, em Cristo, a nossa humanidade seguiu para junto de Deus e se assentou à direita do Pai. No Corpo Glorioso do Cristo Ressuscitado que sobe aos céus, está misticamente representado o nosso corpo. Assim, cremos que como Ele subiu, também nós devemos um dia subir com Ele para as alturas dos céus.

Aí está a nossa esperança, não numa vida boa e perfeita aqui, mas na vida eterna que o Senhor tem para nós. É o que nos diz a segunda leitura: “Que ele (o Pai) abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.” (Ef 1,18-19)

São Leão Magno nos confirma nessa esperança cristã: “A ascensão de Cristo, portanto, é nossa exaltação e para lá onde precedeu a glória da Cabeça, é atraída também a esperança do Corpo.” (São Leão Magno, Sermão I, Sobre a Ascensão). Crendo que estaremos com Cristo na sua glória, é dissipado de nosso coração todo medo e da nossa cabeça é tirada toda dúvida: “Estes dias, diletíssimos, que transcorreram entre a Ressurreição do Senhor e a sua Ascensão não se passaram na ociosidade; mas, neles foram confirmados grandes sacramentos e revelados grandes mistérios. Nestes dias foi abolido o medo da fúria da morte, e foi declarada a imortalidade não somente da alma, mas também do corpo.” (São Leão Magno, Sermão I, Sobre a Ascensão)

Se foi abolido o medo da morte, nosso medo principal, o que diremos dos outros temores que nos afligem? São todos ofuscados pela luz da esperança que brilha em nossos corações. A própria oração coleta desta Missa já nos adverte com relação a isso: “Ó Deus todo-poderoso, a ascensão de vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória.”

A segunda lição diz respeito à nossa vida neste mundo. Se Cristo subiu às alturas celestes e se para lá nós também nos encaminhamos, devemos nos esforçar por levar uma vida nova. “Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também com ele o nosso coração.”[2] Santo Agostinho diz que o nosso coração deve subir com Cristo. Também no início da Oração Eucarística somos exortados pelo que preside que nos diz “Corações ao alto” e nós respondemos “O nosso coração está em Deus”; sim o nosso coração está onde está Cristo, à direita do Pai, por isso devemos elevar até Ele o nosso desejo, devemos abandonar com o auxílio da força do seu Espírito a vida cá de baixo, para já começarmos a viver a vida lá de cima, onde deve estar o nosso coração e onde estaremos inteiramente presentes um dia.

A terceira lição que nos dá essa solenidade é que o Cristo, subindo ao Pai, não se afastou de nós. Ele foi para junto do Pai, é o que nos revela a Palavra; Ele voltará um dia, é o que também nos garante a mesma Palavra que acabamos de ouvir; mas Ele está continuamente presente no meio de nós. Várias vezes durante a celebração litúrgica fazemos essa profissão de fé quando o sacerdote diz: “O Senhor esteja convosco” e nós respondemos “Ele está no meio de nós”.

Que Divino Mistério é esse? Ele foi, Ele voltará, mas está continuamente presente na sua Igreja. Santo Agostinho nos diz que Cristo está sempre no meio de nós, mesmo tendo já subido para o Pai, assim como Ele continuava presente no céu, mesmo estando ainda conosco na terra: “O Senhor Jesus Cristo não deixou o céu quando de lá desceu até nós; também não se afastou de nós quando subiu novamente ao céu.” (Santo Agostinho. Sermão Sobre a Ascensão. LH Vol. II, p. 829)

O mesmo Santo Agostinho, ao comentar o Salmo 46 que cantamos nesta liturgia da Palavra, nos assevera: “Corporalmente é arrebatado de vossos olhos, mas enquanto Deus não se separa de vossos corações. Vede-o a subir, acreditai no ausente, esperai o que há de voltar; por sua misericórdia oculta, contudo, percebei a sua presença. Aquele que subiu ao céu, furtando-se a vossos olhares, prometeu-vos: ‘Eis que estou convosco até a consumação dos séculos’ (Mt 28,20). Foi com razão que o Apóstolo nos dizia: ‘O Senhor está próximo! Não vos inquieteis’ (Fl 4,5.6). Cristo está sentado acima dos céus e estes estão longe: contudo aquele que está sentado lá, está próximo de nós.”[3]

Mas aqui nós nos perguntamos: Como Ele está ainda presente em nosso meio se já subiu ao Pai? São Leão Magno nos explica como: “Tudo o que havia de visível em nosso Redentor, passou para os mistérios.”[4] Ele está continuamente presente na Igreja através dos seus mistérios, ou seja, está presente quando celebramos os sacramentos, que são os divinos mistérios de Deus dos quais nos é dado participar.

Na Eucaristia, o sacrifício único de Cristo continua presente para nós. No sacramento da Reconciliação ele continua a perdoar os pecadores. Na Unção ele continua a confortar os enfermos... Ele está presente ainda nos membros do seu Corpo: “Cristo já foi elevado ao mais alto dos céus; contudo, continua sofrendo na terra através das tribulações que nós experimentamos como seus membros.”[5] Ele está presente em nós que somos seus membros, e nós já estamos misteriosamente presentes no céu, porque Ele que está no céu é a nossa cabeça: “E assim como ele subiu sem se afastar de nós, também nós subimos com ele, embora não se tenha ainda realizado em nosso corpo o que nos está prometido.”[6]

E a quarta lição que podemos tirar da Ascensão do Senhor é que devemos suplicar sempre a vinda do Espírito Santo. Cristo foi e continua presente no meio de nós em virtude do seu Espírito Santo, que o torna presente nos sacramentos. Nós cremos que Ele voltará uma segunda vez por causa do Espírito que foi derramado em nossos corações e que sustenta a nossa esperança. É por isso que Cristo, ao subir para o Pai, pediu que os discípulos aguardassem em Jerusalém a “força do alto”, o “Espírito Santo”, que os tornaria verdadeiras testemunhas do Ressuscitado.

É o Espírito Santo que torna o Cristo sempre presente na sua Igreja; é o Espírito que alimenta a nossa esperança na sua vinda gloriosa; é o Espírito Santo que faz de nós testemunhas da sua Ressurreição e Ascensão e que nos faz proclamar aos quatro cantos da terra a sua vinda gloriosa. Por isso, ao celebrarmos a Ascensão do Senhor e ao nos prepararmos para o Santo Pentecostes que coroa todo o Tempo Pascal, peçamos que o Senhor renove em nós a graça do seu Espírito Santo. Que este mesmo Espírito que nos foi dado no dia do nosso Batismo, que nos marcou no dia do nosso Crisma com seus sete dons, venha sobre nós de maneira especial nestes dias, nesta semana em que nos preparamos para celebrar o Santo Pentecostes, a fim de que se renove a nossa fé e a nossa esperança, e a fim de que a caridade de Cristo, crescendo em nossos corações, nos torne verdadeiras testemunhas do Ressuscitado “até os confins da terra”.


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Ascensão do Senhor (08/05/2016)

04/05/2016 11:42 - Atualizado em 04/05/2016 11:45

 

“Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu;

suba também com ele o nosso coração.”[1]

 
Hoje celebramos a grande Solenidade da Ascensão do Senhor. O Senhor, após a sua Ressurreição, apareceu aos seus discípulos durante quarenta dias como nos dizem as Escrituras e, depois, disso, foi elevado à vista deles.

O evangelho de Lucas, cujo final ouvimos na liturgia da Palavra deste domingo, nos apresenta esta cena da Ascensão. O Senhor envia os seus apóstolos em missão e logo depois é elevado às alturas dos céus e se assenta à direita do Pai. Mas, ao ser elevado às alturas dos céus ele não abandona os seus, porque o mesmo evangelho afirma eles continuavam a ir sempre ao Templo para “bendizer a Deus”, e que eles voltaram a Jerusalém “com grande alegria”. O Senhor os alegrava interiormente. Essa alegria era já fruto da misteriosa presença do Cristo no meio dos seus.

Os apóstolos pregavam e o Senhor realizava por meio deles sinais que confirmavam a sua pregação. Esta mesma cena da Ascensão, nos é relatada na primeira leitura e no salmo. O Salmo 46 é quase como que uma profecia: “Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta”. E a primeira leitura, o início dos Atos dos Apóstolos, nos apresenta o Cristo que “foi levado” aos céus, depois de ter dado instruções aos seus discípulos e de ter-lhes prometido o dom do Espírito Santo. A cena termina com os anjos, dois homens vestidos de branco, que interrogam os apóstolos sobre o porquê de estarem a olhar os céus, uma vez que o Cristo, do mesmo modo que foi, deveria também retornar para junto dos seus, na consumação dos tempos.

Da celebração desta Solenidade podemos tirar grandes lições para a nossa vida espiritual. A primeira destas lições é o reavivamento da nossa esperança. Sim, a nossa esperança é reavivada com a celebração desta solenidade, porque nós cremos que do mesmo modo como Cristo subiu e se assentou à direita do Pai, nós também nos sentaremos nos céus com Deus.

Cristo ressuscitou com o seu corpo e com este corpo glorioso e transformado, mas ainda um corpo verdadeiramente humano, ele penetrou nas alturas dos céus. Assim, em Cristo, a nossa humanidade seguiu para junto de Deus e se assentou à direita do Pai. No Corpo Glorioso do Cristo Ressuscitado que sobe aos céus, está misticamente representado o nosso corpo. Assim, cremos que como Ele subiu, também nós devemos um dia subir com Ele para as alturas dos céus.

Aí está a nossa esperança, não numa vida boa e perfeita aqui, mas na vida eterna que o Senhor tem para nós. É o que nos diz a segunda leitura: “Que ele (o Pai) abra o vosso coração à sua luz, para que saibais qual a esperança que o seu chamamento vos dá, qual a riqueza da glória que está na vossa herança com os santos, e que imenso poder ele exerceu em favor de nós que cremos, de acordo com a sua ação e força onipotente.” (Ef 1,18-19)

São Leão Magno nos confirma nessa esperança cristã: “A ascensão de Cristo, portanto, é nossa exaltação e para lá onde precedeu a glória da Cabeça, é atraída também a esperança do Corpo.” (São Leão Magno, Sermão I, Sobre a Ascensão). Crendo que estaremos com Cristo na sua glória, é dissipado de nosso coração todo medo e da nossa cabeça é tirada toda dúvida: “Estes dias, diletíssimos, que transcorreram entre a Ressurreição do Senhor e a sua Ascensão não se passaram na ociosidade; mas, neles foram confirmados grandes sacramentos e revelados grandes mistérios. Nestes dias foi abolido o medo da fúria da morte, e foi declarada a imortalidade não somente da alma, mas também do corpo.” (São Leão Magno, Sermão I, Sobre a Ascensão)

Se foi abolido o medo da morte, nosso medo principal, o que diremos dos outros temores que nos afligem? São todos ofuscados pela luz da esperança que brilha em nossos corações. A própria oração coleta desta Missa já nos adverte com relação a isso: “Ó Deus todo-poderoso, a ascensão de vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação de graças, pois, membros de seu corpo, somos chamados na esperança a participar da sua glória.”

A segunda lição diz respeito à nossa vida neste mundo. Se Cristo subiu às alturas celestes e se para lá nós também nos encaminhamos, devemos nos esforçar por levar uma vida nova. “Hoje nosso Senhor Jesus Cristo subiu ao céu; suba também com ele o nosso coração.”[2] Santo Agostinho diz que o nosso coração deve subir com Cristo. Também no início da Oração Eucarística somos exortados pelo que preside que nos diz “Corações ao alto” e nós respondemos “O nosso coração está em Deus”; sim o nosso coração está onde está Cristo, à direita do Pai, por isso devemos elevar até Ele o nosso desejo, devemos abandonar com o auxílio da força do seu Espírito a vida cá de baixo, para já começarmos a viver a vida lá de cima, onde deve estar o nosso coração e onde estaremos inteiramente presentes um dia.

A terceira lição que nos dá essa solenidade é que o Cristo, subindo ao Pai, não se afastou de nós. Ele foi para junto do Pai, é o que nos revela a Palavra; Ele voltará um dia, é o que também nos garante a mesma Palavra que acabamos de ouvir; mas Ele está continuamente presente no meio de nós. Várias vezes durante a celebração litúrgica fazemos essa profissão de fé quando o sacerdote diz: “O Senhor esteja convosco” e nós respondemos “Ele está no meio de nós”.

Que Divino Mistério é esse? Ele foi, Ele voltará, mas está continuamente presente na sua Igreja. Santo Agostinho nos diz que Cristo está sempre no meio de nós, mesmo tendo já subido para o Pai, assim como Ele continuava presente no céu, mesmo estando ainda conosco na terra: “O Senhor Jesus Cristo não deixou o céu quando de lá desceu até nós; também não se afastou de nós quando subiu novamente ao céu.” (Santo Agostinho. Sermão Sobre a Ascensão. LH Vol. II, p. 829)

O mesmo Santo Agostinho, ao comentar o Salmo 46 que cantamos nesta liturgia da Palavra, nos assevera: “Corporalmente é arrebatado de vossos olhos, mas enquanto Deus não se separa de vossos corações. Vede-o a subir, acreditai no ausente, esperai o que há de voltar; por sua misericórdia oculta, contudo, percebei a sua presença. Aquele que subiu ao céu, furtando-se a vossos olhares, prometeu-vos: ‘Eis que estou convosco até a consumação dos séculos’ (Mt 28,20). Foi com razão que o Apóstolo nos dizia: ‘O Senhor está próximo! Não vos inquieteis’ (Fl 4,5.6). Cristo está sentado acima dos céus e estes estão longe: contudo aquele que está sentado lá, está próximo de nós.”[3]

Mas aqui nós nos perguntamos: Como Ele está ainda presente em nosso meio se já subiu ao Pai? São Leão Magno nos explica como: “Tudo o que havia de visível em nosso Redentor, passou para os mistérios.”[4] Ele está continuamente presente na Igreja através dos seus mistérios, ou seja, está presente quando celebramos os sacramentos, que são os divinos mistérios de Deus dos quais nos é dado participar.

Na Eucaristia, o sacrifício único de Cristo continua presente para nós. No sacramento da Reconciliação ele continua a perdoar os pecadores. Na Unção ele continua a confortar os enfermos... Ele está presente ainda nos membros do seu Corpo: “Cristo já foi elevado ao mais alto dos céus; contudo, continua sofrendo na terra através das tribulações que nós experimentamos como seus membros.”[5] Ele está presente em nós que somos seus membros, e nós já estamos misteriosamente presentes no céu, porque Ele que está no céu é a nossa cabeça: “E assim como ele subiu sem se afastar de nós, também nós subimos com ele, embora não se tenha ainda realizado em nosso corpo o que nos está prometido.”[6]

E a quarta lição que podemos tirar da Ascensão do Senhor é que devemos suplicar sempre a vinda do Espírito Santo. Cristo foi e continua presente no meio de nós em virtude do seu Espírito Santo, que o torna presente nos sacramentos. Nós cremos que Ele voltará uma segunda vez por causa do Espírito que foi derramado em nossos corações e que sustenta a nossa esperança. É por isso que Cristo, ao subir para o Pai, pediu que os discípulos aguardassem em Jerusalém a “força do alto”, o “Espírito Santo”, que os tornaria verdadeiras testemunhas do Ressuscitado.

É o Espírito Santo que torna o Cristo sempre presente na sua Igreja; é o Espírito que alimenta a nossa esperança na sua vinda gloriosa; é o Espírito Santo que faz de nós testemunhas da sua Ressurreição e Ascensão e que nos faz proclamar aos quatro cantos da terra a sua vinda gloriosa. Por isso, ao celebrarmos a Ascensão do Senhor e ao nos prepararmos para o Santo Pentecostes que coroa todo o Tempo Pascal, peçamos que o Senhor renove em nós a graça do seu Espírito Santo. Que este mesmo Espírito que nos foi dado no dia do nosso Batismo, que nos marcou no dia do nosso Crisma com seus sete dons, venha sobre nós de maneira especial nestes dias, nesta semana em que nos preparamos para celebrar o Santo Pentecostes, a fim de que se renove a nossa fé e a nossa esperança, e a fim de que a caridade de Cristo, crescendo em nossos corações, nos torne verdadeiras testemunhas do Ressuscitado “até os confins da terra”.