Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 28/03/2017

28 de Março de 2017

Um olhar de Misericórdia sobre os refugiados.

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28 de Março de 2017

Um olhar de Misericórdia sobre os refugiados.

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26/04/2016 00:00 - Atualizado em 27/04/2016 10:59

Um olhar de Misericórdia sobre os refugiados. 0

26/04/2016 00:00 - Atualizado em 27/04/2016 10:59

“A vós, eu digo obrigado, porque sois guardiões da humanidade, porque cuidais ternamente da carne de Cristo, que sofre no menor dos irmãos, faminto e forasteiro, que acolhestes”. (Mt 25, 35).
 
No contexto atual da sociedade em que vivemos as adversidades nos levam ao Oriente Médio, e seu contexto religioso do fundamentalismo Islâmico, que causa a desordem e o desalento de sua população, levando a expulsão de pessoas de suas comunidades.

O Santo Padre no Ano Santo da Misericórdia vem nos lembrar do contexto das obras de caridade num tempo tão rico que é a Páscoa do Senhor Jesus, e não poderia passar despercebida. Em sua viagem à Ilha de Lesbos, na Grécia traz uma mensagem de carinho e atenção para com estes irmãos quando nos diz:

“Quero hoje, perante uma situação tão dramática, lançar de novo um veemente apelo à responsabilidade e à solidariedade. Muitos refugiados, que se encontram nesta ilha e em várias partes da Grécia, estão a viver em condições críticas, num clima de ansiedade, medo e por vezes de desespero, devido às limitações materiais e à incerteza do futuro”. (Papa Francisco,18 de Abril 2016)

O Pontífice recorda os refugiados que vivem em uma situação lastimável, longe de sua pátria, com o olhar marcado pelas ruínas de sua história, e o coração cheio de medo e incertezas, vivem a dor da perda da dignidade humana. Afastados da própria identidade, inseridos em outra mentalidade cultural são para os que os acolhem, fonte de perigo eminente em todas as partes do mundo.

Os refugiados que sofrem a céu aberto, sem alimento, porque não podem ultrapassar as fronteiras, devem ser vistos com o olhar da compaixão. Papa Francisco nos mostra que a misericórdia é dom de Deus revelado em Jesus “a misericórdia recebida de Deus suscita sentimentos de jubilosa gratidão pela esperança que nos abriu o mistério da redenção no sangue de Cristo, que alimenta e robustece a solidariedade para com o próximo, enquanto exigência de resposta ao amor gratuito de Deus”[1].

Todos nós devemos enfrentar os fatos e com coragem, determinação, estarmos prontos para ajudar ao outro em atitude de irmãos. É fazer com que a integração se torne um enriquecimento mútuo para as comunidades que acolhem estes que sofrem, animados pela palavra de Deus que  nos encoraja a recepção daquele que sofre. No rosto do outro, manifestam-se os traços de Jesus Cristo. Ass,m, alimentamos a esperança de um mundo mais fraterno onde o outro realmente seja para mim a imagem de Deus e rosto de Sua misericórdia.
 
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Um olhar de Misericórdia sobre os refugiados.

26/04/2016 00:00 - Atualizado em 27/04/2016 10:59

“A vós, eu digo obrigado, porque sois guardiões da humanidade, porque cuidais ternamente da carne de Cristo, que sofre no menor dos irmãos, faminto e forasteiro, que acolhestes”. (Mt 25, 35).
 
No contexto atual da sociedade em que vivemos as adversidades nos levam ao Oriente Médio, e seu contexto religioso do fundamentalismo Islâmico, que causa a desordem e o desalento de sua população, levando a expulsão de pessoas de suas comunidades.

O Santo Padre no Ano Santo da Misericórdia vem nos lembrar do contexto das obras de caridade num tempo tão rico que é a Páscoa do Senhor Jesus, e não poderia passar despercebida. Em sua viagem à Ilha de Lesbos, na Grécia traz uma mensagem de carinho e atenção para com estes irmãos quando nos diz:

“Quero hoje, perante uma situação tão dramática, lançar de novo um veemente apelo à responsabilidade e à solidariedade. Muitos refugiados, que se encontram nesta ilha e em várias partes da Grécia, estão a viver em condições críticas, num clima de ansiedade, medo e por vezes de desespero, devido às limitações materiais e à incerteza do futuro”. (Papa Francisco,18 de Abril 2016)

O Pontífice recorda os refugiados que vivem em uma situação lastimável, longe de sua pátria, com o olhar marcado pelas ruínas de sua história, e o coração cheio de medo e incertezas, vivem a dor da perda da dignidade humana. Afastados da própria identidade, inseridos em outra mentalidade cultural são para os que os acolhem, fonte de perigo eminente em todas as partes do mundo.

Os refugiados que sofrem a céu aberto, sem alimento, porque não podem ultrapassar as fronteiras, devem ser vistos com o olhar da compaixão. Papa Francisco nos mostra que a misericórdia é dom de Deus revelado em Jesus “a misericórdia recebida de Deus suscita sentimentos de jubilosa gratidão pela esperança que nos abriu o mistério da redenção no sangue de Cristo, que alimenta e robustece a solidariedade para com o próximo, enquanto exigência de resposta ao amor gratuito de Deus”[1].

Todos nós devemos enfrentar os fatos e com coragem, determinação, estarmos prontos para ajudar ao outro em atitude de irmãos. É fazer com que a integração se torne um enriquecimento mútuo para as comunidades que acolhem estes que sofrem, animados pela palavra de Deus que  nos encoraja a recepção daquele que sofre. No rosto do outro, manifestam-se os traços de Jesus Cristo. Ass,m, alimentamos a esperança de um mundo mais fraterno onde o outro realmente seja para mim a imagem de Deus e rosto de Sua misericórdia.
 
Luis Antonio de Souza Fernandes
Autor

Luis Antonio de Souza Fernandes

Seminarista do 3° ano de Teologia - Seminário - São José