Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/05/2017

24 de Maio de 2017

Os santos dos nossos dias

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24 de Maio de 2017

Os santos dos nossos dias

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25/04/2016 14:06 - Atualizado em 25/04/2016 14:07

Os santos dos nossos dias 0

25/04/2016 14:06 - Atualizado em 25/04/2016 14:07

Na sociedade contemporânea, falar em santidade e amizade com Deus parece ser algo tão utópico, principalmente quando existem certos meios de acesso a informações tão imediatos que, por vezes, manipulam e governam a vida do homem de forma sem igual, isto é, as redes sociais e os meios de comunicação. Num mundo da cultura do imediatismo, das respostas rápidas e instantâneas, falar com Deus e de Deus, como segui-Lo, sendo Ele único meio e fim para felicidade, acaba se tornando obsoleto.

No dia-a-dia, o “esperar no Senhor” não cabe mais, pois os homens não possuem mais a capacidade de esperar, pois correm tanto, que esperar parece algo tão custoso. Eles só querem produzir, trabalhar, acumular e nunca “sobra” tempo para Deus. Quando acham um tempinho para Ele, julgam que podem comprar. Quanto mais alto pagam, mais graças receberão. Isso porque a cultura do imediatismo e do acúmulo de riquezas deturpam a ideia de Deus no coração do homem.

Em contrapartida, existem também aqueles que acham muito custoso dar parte do seu tempo para Deus, substituindo Deus pelas riquezas, pela mansão, pelo carro importado, pelos lugares mais importante e pelo poder. Deixam de servir a Deus para servir ao dinheiro, pois o seu tempo é valioso demais para dá-lo para Deus. A cultura atual sufoca de tal modo toda e qualquer forma de se chegar a Deus que dá-se valor à tantas coisas, até mesmo para Deus, que é alguém que não tem preço e nem se pode comprar.

O que parece acontecer nos dias atuais é a manipulação dos meios e por sua vez a manipulação da mente e do coração do homem que faz com que ele não enxergue quem realmente Deus é. Ainda que ele conheça a Deus, outras coisas parecem que sempre terão prioridades. Pior ainda, quando acham que essas coisas de Deus e Igreja são realidades totalmente ultrapassadas, até porque, falar de Deus e de Igreja é ser alguém que está preso a um sistema, segundo a sociedade atual. Quem tem a coragem de em uma roda de amigos no colégio, na faculdade, no trabalho ou no bar, falar de Deus? Falar da Igreja? De sua Pastoral no fim de semana?

Entretanto, existem homens e mulheres ousados, capazes te testemunhar uma verdadeira amizade com Deus, os santos dos nossos tempos. São João Paulo II, exemplo de santidade nos nossos dias, nos recorda que “santo é pecador que não desiste nunca”. Não desiste de lutar contra o pecado e pela amizade com Deus.

Nesta perspectiva, vemos o transbordar da graça de Deus na vida desses homens e mulheres, que não estipularam um valor para Deus ou não deixaram de dar o verdadeiro valor de Deus nas suas vidas. Essa graça não é comparada ou uma “bolinha de pingpoing” que se agarra a ela com a mão e joga quando quer. A graça não é um mérito, mas uma dádiva dada por Deus, fruto da sua bondade, para nos ajudar na caminhada rumo à santidade e a amizade com Ele, isto é, sermos mais santos.

Os santos não se resumem aos testemunhos primitivos da Igreja no seu início ou em uma ideia deturpada do período medieval, mas também nos dias atuais, nestas pessoas que amam a Deus sem medida nem preço. Pessoas que não dão um valor maior a seu tempo e sim para Deus. Os santos são aqueles que, mesmo em meio a tantos prazeres que o mundo apresenta, preferem alguém muito mais interessante. Os santos dos nossos dias são aqueles que preferem a Deus.

 

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Os santos dos nossos dias

25/04/2016 14:06 - Atualizado em 25/04/2016 14:07

Na sociedade contemporânea, falar em santidade e amizade com Deus parece ser algo tão utópico, principalmente quando existem certos meios de acesso a informações tão imediatos que, por vezes, manipulam e governam a vida do homem de forma sem igual, isto é, as redes sociais e os meios de comunicação. Num mundo da cultura do imediatismo, das respostas rápidas e instantâneas, falar com Deus e de Deus, como segui-Lo, sendo Ele único meio e fim para felicidade, acaba se tornando obsoleto.

No dia-a-dia, o “esperar no Senhor” não cabe mais, pois os homens não possuem mais a capacidade de esperar, pois correm tanto, que esperar parece algo tão custoso. Eles só querem produzir, trabalhar, acumular e nunca “sobra” tempo para Deus. Quando acham um tempinho para Ele, julgam que podem comprar. Quanto mais alto pagam, mais graças receberão. Isso porque a cultura do imediatismo e do acúmulo de riquezas deturpam a ideia de Deus no coração do homem.

Em contrapartida, existem também aqueles que acham muito custoso dar parte do seu tempo para Deus, substituindo Deus pelas riquezas, pela mansão, pelo carro importado, pelos lugares mais importante e pelo poder. Deixam de servir a Deus para servir ao dinheiro, pois o seu tempo é valioso demais para dá-lo para Deus. A cultura atual sufoca de tal modo toda e qualquer forma de se chegar a Deus que dá-se valor à tantas coisas, até mesmo para Deus, que é alguém que não tem preço e nem se pode comprar.

O que parece acontecer nos dias atuais é a manipulação dos meios e por sua vez a manipulação da mente e do coração do homem que faz com que ele não enxergue quem realmente Deus é. Ainda que ele conheça a Deus, outras coisas parecem que sempre terão prioridades. Pior ainda, quando acham que essas coisas de Deus e Igreja são realidades totalmente ultrapassadas, até porque, falar de Deus e de Igreja é ser alguém que está preso a um sistema, segundo a sociedade atual. Quem tem a coragem de em uma roda de amigos no colégio, na faculdade, no trabalho ou no bar, falar de Deus? Falar da Igreja? De sua Pastoral no fim de semana?

Entretanto, existem homens e mulheres ousados, capazes te testemunhar uma verdadeira amizade com Deus, os santos dos nossos tempos. São João Paulo II, exemplo de santidade nos nossos dias, nos recorda que “santo é pecador que não desiste nunca”. Não desiste de lutar contra o pecado e pela amizade com Deus.

Nesta perspectiva, vemos o transbordar da graça de Deus na vida desses homens e mulheres, que não estipularam um valor para Deus ou não deixaram de dar o verdadeiro valor de Deus nas suas vidas. Essa graça não é comparada ou uma “bolinha de pingpoing” que se agarra a ela com a mão e joga quando quer. A graça não é um mérito, mas uma dádiva dada por Deus, fruto da sua bondade, para nos ajudar na caminhada rumo à santidade e a amizade com Ele, isto é, sermos mais santos.

Os santos não se resumem aos testemunhos primitivos da Igreja no seu início ou em uma ideia deturpada do período medieval, mas também nos dias atuais, nestas pessoas que amam a Deus sem medida nem preço. Pessoas que não dão um valor maior a seu tempo e sim para Deus. Os santos são aqueles que, mesmo em meio a tantos prazeres que o mundo apresenta, preferem alguém muito mais interessante. Os santos dos nossos dias são aqueles que preferem a Deus.

 

Rubens Raniery Fernandes Gomes
Autor

Rubens Raniery Fernandes Gomes

Seminarista do 3° ano de Teologia - Seminário - São José