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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/10/2017

20 de Outubro de 2017

Ética e Cultura do Encontro

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Ética e Cultura do Encontro

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25/04/2016 11:23 - Atualizado em 25/04/2016 13:15

Ética e Cultura do Encontro 0

25/04/2016 11:23 - Atualizado em 25/04/2016 13:15

Em meio à crise ética pela qual passa a sociedade brasileira – e não podemos nos ater a falar de políticos, pois toda nossa sociedade precisa refletir sobre si mesma –, há tempos em que defender acirradamente uma opinião engessada é estar na superfície do problema. Precisamos falar de uma superação do nível da opinião para refletirmos sobre nosso papel na sociedade, enquanto cristãos, frente a questões éticas.
 
Neste sentido, foi salutar a visita do Cardeal Gianfranco Ravasi à nossa cidade. Ele, que é o presidente do Pontifício Conselho para Cultura da Santa Sé, aqui se reuniu com intelectuais, artistas e representantes da nossa cultura popular para conversar sobre ética. O evento, conhecido como Pátio dos Encontros, ocorrido nos dias 6, 7 e 8 de abril, propôs um diálogo entre Igreja e sociedade pautado na discussão sobre ética, superando as diferenças de credo, opiniões, posicionamento políticos etc.

Esse evento ocorre em um momento em que todos nós precisamos superar nossas diferenças para estabelecer um diálogo mútuo em vista da construção de uma sociedade que prese por valores éticos, como o bem comum, a dignidade da vida humana e Paz. “A chaga da corrupção sistêmica, a qual o Papa Francisco tem se referido muitas vezes, supõe uma séria tomada de posição e, ao mesmo tempo em que discernimos objetivamente sem medo da verdade, tomamos o caminho do diálogo propondo soluções que levem em consideração o respeito pelo diferente e pelo contraditório num ambiente de paz e fraternidade”, afirmou nosso Cardeal Orani João Tempesta, na noite em que se reuniram os intelectuais no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

É preciso alimentar uma cultura do encontro, que é a proposta do Cardeal Ravasi, para sairmos de nós mesmos e de nossas convicções subjetivas e alçar vôo em busca do outro, tendo por objetivo e pano de fundo a busca da verdade e da ética que, embora superiores às leis, normas e regras, inspiram os parâmetros objetivos do convívio entre os povos. Nasce desta questão uma tensão paradoxal entre a defesa da verdade e a abertura à alteridade baseada no diálogo. Exige-se dos católicos abraçar o desafio de aplicar a ambas sem prejuízo a nenhuma.

É verdadeiramente louvável a iniciativa do Cardeal Ravasi, que se apresenta em perfeita consonância com os discursos e atitudes do Papa Francisco ao insistir na vivência de uma Igreja em saída, em constante missão, na busca do diálogo com o mundo, numa genuína cultura do encontro. O tema, como sabemos, também está em sintonia com o Concílio Vaticano II – em especial a Gaudium et Spes – e com a Doutrina Social da Igreja.


 
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Ética e Cultura do Encontro

25/04/2016 11:23 - Atualizado em 25/04/2016 13:15

Em meio à crise ética pela qual passa a sociedade brasileira – e não podemos nos ater a falar de políticos, pois toda nossa sociedade precisa refletir sobre si mesma –, há tempos em que defender acirradamente uma opinião engessada é estar na superfície do problema. Precisamos falar de uma superação do nível da opinião para refletirmos sobre nosso papel na sociedade, enquanto cristãos, frente a questões éticas.
 
Neste sentido, foi salutar a visita do Cardeal Gianfranco Ravasi à nossa cidade. Ele, que é o presidente do Pontifício Conselho para Cultura da Santa Sé, aqui se reuniu com intelectuais, artistas e representantes da nossa cultura popular para conversar sobre ética. O evento, conhecido como Pátio dos Encontros, ocorrido nos dias 6, 7 e 8 de abril, propôs um diálogo entre Igreja e sociedade pautado na discussão sobre ética, superando as diferenças de credo, opiniões, posicionamento políticos etc.

Esse evento ocorre em um momento em que todos nós precisamos superar nossas diferenças para estabelecer um diálogo mútuo em vista da construção de uma sociedade que prese por valores éticos, como o bem comum, a dignidade da vida humana e Paz. “A chaga da corrupção sistêmica, a qual o Papa Francisco tem se referido muitas vezes, supõe uma séria tomada de posição e, ao mesmo tempo em que discernimos objetivamente sem medo da verdade, tomamos o caminho do diálogo propondo soluções que levem em consideração o respeito pelo diferente e pelo contraditório num ambiente de paz e fraternidade”, afirmou nosso Cardeal Orani João Tempesta, na noite em que se reuniram os intelectuais no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

É preciso alimentar uma cultura do encontro, que é a proposta do Cardeal Ravasi, para sairmos de nós mesmos e de nossas convicções subjetivas e alçar vôo em busca do outro, tendo por objetivo e pano de fundo a busca da verdade e da ética que, embora superiores às leis, normas e regras, inspiram os parâmetros objetivos do convívio entre os povos. Nasce desta questão uma tensão paradoxal entre a defesa da verdade e a abertura à alteridade baseada no diálogo. Exige-se dos católicos abraçar o desafio de aplicar a ambas sem prejuízo a nenhuma.

É verdadeiramente louvável a iniciativa do Cardeal Ravasi, que se apresenta em perfeita consonância com os discursos e atitudes do Papa Francisco ao insistir na vivência de uma Igreja em saída, em constante missão, na busca do diálogo com o mundo, numa genuína cultura do encontro. O tema, como sabemos, também está em sintonia com o Concílio Vaticano II – em especial a Gaudium et Spes – e com a Doutrina Social da Igreja.


 
Rafael Muruci da Costa
Autor

Rafael Muruci da Costa

Seminarista do 3° ano de Teologia - Seminário - São José