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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 17/01/2017

17 de Janeiro de 2017

O Governo

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25/04/2016 11:11 - Atualizado em 25/04/2016 12:18

O Governo 0

25/04/2016 11:11 - Atualizado em 25/04/2016 12:18

Atualmente, a noção de governo está bastante desgastada, não é difícil associar essa palavra à corrupção, desejo de poder, ambições desmedidas, etc. Contudo, essa palavra também é usada para designar uma das atribuições conferidas ao bispo e aos padres. Daí, surge a pergunta: como fazer um governo pastoral sem cair nos mesmos erros cometidos pelos governos civis?

Felizmente, o Cardeal Tempesta nos responde indiretamente na sua carta pastoral aos seminaristas. Três são os elementos fundamentais da resposta: a essência do governo, sua finalidade e os modos de exercê-lo. Primeiro, o cardeal diz: haverá um momento em que se deve rezar e um momento para aprender, há um momento para contemplar e outro para agir, a decisão de qual é o momento mais adequado é o exercício do governo (n. 77). Assim, poderíamos entender que o governo é a atribuição, através da qual o pastor discerne o que é melhor a ser feito em cada momento em vista de um fim. Alguém poderia perguntar: qual é a finalidade?

Diz o Cardeal: a meta final da evangelização é o céu, claro, mas a meta imediata é a constituírem a família dos filhos e filhas de Deus, para formarmos uma grande família dos regenerados pela graça (n. 80). Mas, como fazer isso? Diz o Cardeal: esse exercício do governo consiste em conduzir as almas para Deus (governo espiritual), sem descuidar das suas necessidades humanas (governo temporal) (n. 83). Para bem executar o governo espiritual o cardeal dá três conselhos importantes: o testemunho pessoal (pois, quando o pastor anda pelo despenhadeiro o rebanho cai no precipício), sabedoria na correção (pois, o que é útil a alguns prejudica outros) e, por fim, a humildade (pois, ninguém jamais encontrou por si só o ‘jeito certo de ser Igreja’). O governo temporal possui três grandes perigos: o dinheiro, a fama e o prazeres requintados. O dinheiro pode nos fazer idólatras do vil metal; a fama pode nos tornar inautênticos e os prazeres requintados pode nos tornar escravos da fama em busca de dinheiro.

Portanto, vê-se que a noção de governo ensinada pelo Cardeal Tempesta é bastante diferente das concepções que contemporaneamente vemos nos jornais. Para nós, esses ensinamentos são os meios pelos quais futuramente poderemos executar bem o ministério pastoral, para os demais, servem para mostrar que há um sentido cristão e santo para a ideia de governo.




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25/04/2016 11:11 - Atualizado em 25/04/2016 12:18

Atualmente, a noção de governo está bastante desgastada, não é difícil associar essa palavra à corrupção, desejo de poder, ambições desmedidas, etc. Contudo, essa palavra também é usada para designar uma das atribuições conferidas ao bispo e aos padres. Daí, surge a pergunta: como fazer um governo pastoral sem cair nos mesmos erros cometidos pelos governos civis?

Felizmente, o Cardeal Tempesta nos responde indiretamente na sua carta pastoral aos seminaristas. Três são os elementos fundamentais da resposta: a essência do governo, sua finalidade e os modos de exercê-lo. Primeiro, o cardeal diz: haverá um momento em que se deve rezar e um momento para aprender, há um momento para contemplar e outro para agir, a decisão de qual é o momento mais adequado é o exercício do governo (n. 77). Assim, poderíamos entender que o governo é a atribuição, através da qual o pastor discerne o que é melhor a ser feito em cada momento em vista de um fim. Alguém poderia perguntar: qual é a finalidade?

Diz o Cardeal: a meta final da evangelização é o céu, claro, mas a meta imediata é a constituírem a família dos filhos e filhas de Deus, para formarmos uma grande família dos regenerados pela graça (n. 80). Mas, como fazer isso? Diz o Cardeal: esse exercício do governo consiste em conduzir as almas para Deus (governo espiritual), sem descuidar das suas necessidades humanas (governo temporal) (n. 83). Para bem executar o governo espiritual o cardeal dá três conselhos importantes: o testemunho pessoal (pois, quando o pastor anda pelo despenhadeiro o rebanho cai no precipício), sabedoria na correção (pois, o que é útil a alguns prejudica outros) e, por fim, a humildade (pois, ninguém jamais encontrou por si só o ‘jeito certo de ser Igreja’). O governo temporal possui três grandes perigos: o dinheiro, a fama e o prazeres requintados. O dinheiro pode nos fazer idólatras do vil metal; a fama pode nos tornar inautênticos e os prazeres requintados pode nos tornar escravos da fama em busca de dinheiro.

Portanto, vê-se que a noção de governo ensinada pelo Cardeal Tempesta é bastante diferente das concepções que contemporaneamente vemos nos jornais. Para nós, esses ensinamentos são os meios pelos quais futuramente poderemos executar bem o ministério pastoral, para os demais, servem para mostrar que há um sentido cristão e santo para a ideia de governo.




Wagner Augusto Moraes dos Santos
Autor

Wagner Augusto Moraes dos Santos

Seminarista do 3° ano de Teologia - Seminário - São José