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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/03/2019

19 de Março de 2019

O Bom Pastor nos conhece

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18/04/2016 15:35 - Atualizado em 18/04/2016 15:35

O Bom Pastor nos conhece 0

18/04/2016 15:35 - Atualizado em 18/04/2016 15:35

O Bom Pastor nos conhece / Arqrio

O Quarto Domingo da Páscoa é também o Dia Mundial de Orações pelas Vocações Presbiterais e Religiosas. O Papa Francisco enviou a mensagem, recordando sobre a vocação que nasce, cresce e se desenvolve na Igreja e é dada como dom para toda a Igreja. É o domingo do Bom Pastor! Depois de várias aparições do Cristo Ressuscitado às mulheres, aos apóstolos, aos discípulos, hoje Jesus se apresenta como o Bom Pastor! É um título de Cristo muito familiar aos primeiros cristãos. A liturgia deste domingo convida-nos a meditar na misericordiosa ternura de nosso Salvador, para que reconheçamos os direitos que Ele adquiriu sobre cada um de nós com a sua morte. No Evangelho (Jo 10, 27-30) Jesus se apresenta como o Bom Pastor!

É uma catequese sobre a missão de Jesus: conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas, de onde brota a vida em plenitude. O Bom Pastor aparece numa atitude de ternura com as ovelhas… Ele as conhece, as chama pelo nome, caminha com elas e estas O seguem. Elas escutam a Sua voz, porque sabem que as conduz com segurança. Em contraste com o pastor, aparece a figura dos ladrões e dos bandidos. São todos os que se apresentam como Pastor, ou até falam em nome de Cristo, mas procuram somente vantagens pessoais. Além do título de Bom Pastor, Cristo aplica-Se a Si mesmo a imagem da porta pela qual se entra no aprisco das ovelhas, que é a Igreja. Ensina o Concílio Ecumênico Vaticano II: “A Igreja é o redil, cuja única porta e necessário pastor é Cristo” (LG,6). No redil entram os pastores e as ovelhas.

Jesus é a porta das ovelhas! Para as ovelhas significa que Jesus é o único lugar de acesso para que as ovelhas possam encontrar as pastagens que dão vida. Para os cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus… Portanto, Cristo deve conduzir as nossas escolhas. Quem nos conduz? Qual é a voz que escutamos? A voz da política, a voz da opinião pública, a voz do comodismo e da instalação, a voz dos nossos privilégios, a voz do êxito e do triunfo a qualquer custo, a voz da novela? A voz da televisão? Cristo é o nosso Pastor! Ele conhece as ovelhas e as chama pelo nome, mantendo com cada uma delas uma relação muito pessoal. A existência humana é bem complexa para que se possa vivê-la com segurança absoluta. Jesus, porém, oferece a quem O segue a direção exata e a proteção eficaz para evitar os elementos que podem prejudicar.

Neste Quarto Domingo da Páscoa a Igreja sempre nos faz escutar algum trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João. Aí, Jesus se nos apresenta como a porta do redil das ovelhas e como o bom pastor. Por isso mesmo, este Domingo é chamado comumente de Domingo do Bom Pastor; é, também, Dia de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. Rezemos hoje para que muitos jovens escutem o chamado do Senhor e, em meios às vicissitudes da vida, em meio aos escândalos reais ou forjados por uma imprensa porca num mundo hipócrita, saibam os que foram chamados ao sacerdócio e à vida religiosa dizerem um “sim” generoso, cheio de total confiança no Senhor e de amor à Igreja, nossa Mãe católica, santa Esposa do Cordeiro. Que nossos jovens descubram a beleza indizível de ser padre, de ser outro Cristo, de ser homem de Deus, presença de Jesus Cristo entre os irmãos: Cristo que dá vida no Batismo, que perdoa na Confissão, Cristo que santifica o amor humano no Matrimônio, que conforta na doença pela Unção dos Enfermos, Cristo que se oferece como sacrifício ao Pai e alimento aos irmãos na Eucaristia!

Ser padre é ser no mundo sinal de Cristo, presença de Cristo que aconselha, que acolhe, que socorre, que exerce a misericórdia, que mostra o caminho! Que muitos jovens possam, sem medo e sem divisão de coração, consagrar toda a vida a Jesus pelo celibato fiel e generosamente vivido, sendo sinal do mundo que há de vir, quando nem eles se casam nem elas se dão em casamento! Rezemos, caríssimos meus no Senhor, rezemos pelas vocações: que o Senhor nos envie padres santos e sábios de que a Igreja tanto precisa; homens totalmente para Deus, homens totalmente para os irmãos, homens que tenham profunda consciência da santidade do sacerdócio, homens fidelíssimos a Cristo e à sua Igreja Católica, homens de plena e leal comunhão e obediência em relação ao Santo Padre o Papa! Eis os padres que agradam a Deus, eis os padres de que a Igreja precisa, eis os padres que orgulham o Povo de Deus, eis os padres que serão sinais de Cristo luz do mundo!

Portanto, fixemos o olhar em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor que deu a vida pelas ovelhas e quis morrer pelo rebanho! Nunca nos esqueçamos que temos a cada dia uma decisão a tomar: ouvir ou não o Senhor, seguir ou não o Senhor, acolher ou não o Salvador! Se não abrirmos para Cristo o nosso coração, restar-nos-á a secura de uma vida vivida somente para nós, uma vida sem a luz e a suavidade do Senhor agora e pela eternidade! Caríssimos, não tenhamos medo de nossas fraquezas, dos momentos de dificuldades.

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


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18/04/2016 15:35 - Atualizado em 18/04/2016 15:35

O Quarto Domingo da Páscoa é também o Dia Mundial de Orações pelas Vocações Presbiterais e Religiosas. O Papa Francisco enviou a mensagem, recordando sobre a vocação que nasce, cresce e se desenvolve na Igreja e é dada como dom para toda a Igreja. É o domingo do Bom Pastor! Depois de várias aparições do Cristo Ressuscitado às mulheres, aos apóstolos, aos discípulos, hoje Jesus se apresenta como o Bom Pastor! É um título de Cristo muito familiar aos primeiros cristãos. A liturgia deste domingo convida-nos a meditar na misericordiosa ternura de nosso Salvador, para que reconheçamos os direitos que Ele adquiriu sobre cada um de nós com a sua morte. No Evangelho (Jo 10, 27-30) Jesus se apresenta como o Bom Pastor!

É uma catequese sobre a missão de Jesus: conduzir o homem às pastagens verdejantes e às fontes cristalinas, de onde brota a vida em plenitude. O Bom Pastor aparece numa atitude de ternura com as ovelhas… Ele as conhece, as chama pelo nome, caminha com elas e estas O seguem. Elas escutam a Sua voz, porque sabem que as conduz com segurança. Em contraste com o pastor, aparece a figura dos ladrões e dos bandidos. São todos os que se apresentam como Pastor, ou até falam em nome de Cristo, mas procuram somente vantagens pessoais. Além do título de Bom Pastor, Cristo aplica-Se a Si mesmo a imagem da porta pela qual se entra no aprisco das ovelhas, que é a Igreja. Ensina o Concílio Ecumênico Vaticano II: “A Igreja é o redil, cuja única porta e necessário pastor é Cristo” (LG,6). No redil entram os pastores e as ovelhas.

Jesus é a porta das ovelhas! Para as ovelhas significa que Jesus é o único lugar de acesso para que as ovelhas possam encontrar as pastagens que dão vida. Para os cristãos, o Pastor por excelência é Cristo: Ele recebeu do Pai a missão de conduzir o rebanho de Deus… Portanto, Cristo deve conduzir as nossas escolhas. Quem nos conduz? Qual é a voz que escutamos? A voz da política, a voz da opinião pública, a voz do comodismo e da instalação, a voz dos nossos privilégios, a voz do êxito e do triunfo a qualquer custo, a voz da novela? A voz da televisão? Cristo é o nosso Pastor! Ele conhece as ovelhas e as chama pelo nome, mantendo com cada uma delas uma relação muito pessoal. A existência humana é bem complexa para que se possa vivê-la com segurança absoluta. Jesus, porém, oferece a quem O segue a direção exata e a proteção eficaz para evitar os elementos que podem prejudicar.

Neste Quarto Domingo da Páscoa a Igreja sempre nos faz escutar algum trecho do capítulo 10 do Evangelho de São João. Aí, Jesus se nos apresenta como a porta do redil das ovelhas e como o bom pastor. Por isso mesmo, este Domingo é chamado comumente de Domingo do Bom Pastor; é, também, Dia de Oração pelas Vocações Sacerdotais e Religiosas. Rezemos hoje para que muitos jovens escutem o chamado do Senhor e, em meios às vicissitudes da vida, em meio aos escândalos reais ou forjados por uma imprensa porca num mundo hipócrita, saibam os que foram chamados ao sacerdócio e à vida religiosa dizerem um “sim” generoso, cheio de total confiança no Senhor e de amor à Igreja, nossa Mãe católica, santa Esposa do Cordeiro. Que nossos jovens descubram a beleza indizível de ser padre, de ser outro Cristo, de ser homem de Deus, presença de Jesus Cristo entre os irmãos: Cristo que dá vida no Batismo, que perdoa na Confissão, Cristo que santifica o amor humano no Matrimônio, que conforta na doença pela Unção dos Enfermos, Cristo que se oferece como sacrifício ao Pai e alimento aos irmãos na Eucaristia!

Ser padre é ser no mundo sinal de Cristo, presença de Cristo que aconselha, que acolhe, que socorre, que exerce a misericórdia, que mostra o caminho! Que muitos jovens possam, sem medo e sem divisão de coração, consagrar toda a vida a Jesus pelo celibato fiel e generosamente vivido, sendo sinal do mundo que há de vir, quando nem eles se casam nem elas se dão em casamento! Rezemos, caríssimos meus no Senhor, rezemos pelas vocações: que o Senhor nos envie padres santos e sábios de que a Igreja tanto precisa; homens totalmente para Deus, homens totalmente para os irmãos, homens que tenham profunda consciência da santidade do sacerdócio, homens fidelíssimos a Cristo e à sua Igreja Católica, homens de plena e leal comunhão e obediência em relação ao Santo Padre o Papa! Eis os padres que agradam a Deus, eis os padres de que a Igreja precisa, eis os padres que orgulham o Povo de Deus, eis os padres que serão sinais de Cristo luz do mundo!

Portanto, fixemos o olhar em Cristo Ressuscitado, o Bom Pastor que deu a vida pelas ovelhas e quis morrer pelo rebanho! Nunca nos esqueçamos que temos a cada dia uma decisão a tomar: ouvir ou não o Senhor, seguir ou não o Senhor, acolher ou não o Salvador! Se não abrirmos para Cristo o nosso coração, restar-nos-á a secura de uma vida vivida somente para nós, uma vida sem a luz e a suavidade do Senhor agora e pela eternidade! Caríssimos, não tenhamos medo de nossas fraquezas, dos momentos de dificuldades.

Orani João, Cardeal Tempesta, O.Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro