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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/07/2019

20 de Julho de 2019

Fiéis leigos

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Fiéis leigos

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31/03/2016 14:51 - Atualizado em 31/03/2016 14:52

Fiéis leigos 0

31/03/2016 14:51 - Atualizado em 31/03/2016 14:52

Os leigos são cristãos que têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo batismo, receberam essa vocação de viver intensamente a serviço do Reino de Deus. O ministério ordinário do cristão leigo é estar no mundo testemunhando o Cristo Ressuscitado. É um cristão que segue a Cristo radicalmente e O testemunha em seus ambientes. Esse é o lugar por excelência dos leigos. Constituem a maioria da Igreja, Povo de Deus, e imaginamos como é importante que esses nossos irmãos, que se alimentam da Palavra e Eucaristia em nossas Assembléias, sejam sempre mais sal da terra e luz do mundo.

Porém, além de seu protagonismo no ministério ordinário que lhes é confiado pela Igreja, eles desempenham vários ministérios, em geral, extraordinários, dentro da comunidade eclesial. Os leigos são chamados a desempenhar diversas tarefas: catequista, ministro extraordinário da Comunhão Eucarística, da Consolação e da Esperança, em alguns lugares também do Batismo e do Matrimônio, agente das diferentes pastorais, atividades como, por exemplo, o edificante serviço aos pobres e aos doentes. São chamados, ainda a colaborar no governo paroquial e diocesano, participando dos conselhos pastorais e econômicos.

São membros ativos da comunidade, assumindo ministérios e serviços para fazer acontecer a missão da Igreja de Cristo. Entretanto, como disse acima, a missão mais importante dos leigos é no mundo. Eles são chamados a realizar sua missão dentro das realidades que encontram no seu dia a dia. Na família, no trabalho, na escola, no mundo da política, nos movimentos populares, nos meios de comunicação, eles são chamados a testemunhar, pela Palavra e pela vida, a mensagem de Jesus Cristo. 

A missão do leigo é ser fermento nos ambientes em que vive; nesses campos de vida e de atuação, ser “sal da vida e luz do mundo”. O Concílio Vaticano II e os ensinamentos dos últimos Papas insistem muito na necessidade de os leigos participarem ativamente na construção de uma nova sociedade, aperfeiçoando os bens existentes e sanando os males.

"Os Cristãos Leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja". (Documento de Aparecida, 210). São João Paulo II dizia-nos: "a Evangelização do Continente não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos". (EAm 44). O Documento de Aparecida retoma e reafirma as posições do Concílio Vaticano II de que os Leigos são membros efetivos do Povo de Deus e são Igreja. Para exercerem sua missão, sem dúvida que o ponto de partido é o encontro com Cristo Ressuscitado. A primeira e única opção fundamental é por Cristo. Tendo esse encontro, que transforma vidas e histórias, estarão prontos para dialogar com todas as realidades sem perder a identidade cristã.

Duas são as dimensões da vocação laical. Em uma, os leigos são chamados a exercerem diversas ações na comunidade eclesial e em diferentes formas de apostolado. Devem dar seu testemunho de vida e assumir diversos ministérios e serviços na evangelização, na catequese, na animação de comunidades, na liturgia, dentre outros. (Cf. DA 211). A outra dimensão, esta essencial, é a de atuar no mundo, "a vinha do Senhor", com a tarefa de ser fermento, sal e luz seja pelo testemunho, seja pela ação transformadora na construção da sociedade justa e solidária, conforme os critérios evangélicos. Esta missão específica deve ser vivenciada pelos leigos na política, na realidade social, na economia, nos meios de comunicação, nos sindicatos, no mundo do trabalho urbano e rural, na cultura, na família e em tantas outras realidades. (Cf EN 70 e DA 210).

O protagonismo dos leigos está presente na caminhada da Igreja, através de todos os seus fiéis e de suas lideranças, que promovem e levam à frente a tarefa da evangelização, sempre em união com seus pastores. Para contribuir nesse processo, a CNBB possui uma Comissão Episcopal para o Laicato, que tem como função, na Igreja no Brasil, promover a vocação e missão, formação e espiritualidade dos leigos, bem como sua organização e atuação na Igreja e na sociedade. É uma Comissão da Conferência Episcopal que tem essa especial direção. Fazem parte da Comissão Episcopal do Laicato os Setores Leigos, Juventude e CEBs. A Comissão tem relação de comunhão com o CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil – e com outros Movimentos e Associações Laicais. São expressões vivas e dinâmicas da presença e da força dos leigos nas comunidades.

Neste ano, a 54ª Assembleia Geral Ordinária da CNBB (6 a 15 de abril em Aparecida-SP) terá como tema principal: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja e na Sociedade”, com o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14). Como tema principal terá mais tempo para aprofundamento do tema e para discussões em grupos e em plenário. Já são mais de dois anos que esse tema está sendo aprofundado e, provavelmente, neste ano deverá sair o documento que atualiza essa presença do cristão leigo como Igreja no mundo de hoje.

Nesta esperança depositada da Igreja em seus leigos, é dever de todos que abraçam este estado de vida, propagar a fé e defender todas as diretrizes da Igreja e confirmar esta santidade, pois temos a certeza de participar ativamente dos mistérios de Cristo. “Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: por eles, a Igreja é o princípio vital da sociedade. Por isso, eles, sobretudo, devem ter uma consciência cada vez mais clara, não somente de que pertencem à Igreja, mas de que são Igreja, isto é, comunidade dos fiéis na Terra sob a direção do chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. Eles são Igreja” (Papa Pio XII).


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Fiéis leigos

31/03/2016 14:51 - Atualizado em 31/03/2016 14:52

Os leigos são cristãos que têm uma missão especial na Igreja e na sociedade. Pelo batismo, receberam essa vocação de viver intensamente a serviço do Reino de Deus. O ministério ordinário do cristão leigo é estar no mundo testemunhando o Cristo Ressuscitado. É um cristão que segue a Cristo radicalmente e O testemunha em seus ambientes. Esse é o lugar por excelência dos leigos. Constituem a maioria da Igreja, Povo de Deus, e imaginamos como é importante que esses nossos irmãos, que se alimentam da Palavra e Eucaristia em nossas Assembléias, sejam sempre mais sal da terra e luz do mundo.

Porém, além de seu protagonismo no ministério ordinário que lhes é confiado pela Igreja, eles desempenham vários ministérios, em geral, extraordinários, dentro da comunidade eclesial. Os leigos são chamados a desempenhar diversas tarefas: catequista, ministro extraordinário da Comunhão Eucarística, da Consolação e da Esperança, em alguns lugares também do Batismo e do Matrimônio, agente das diferentes pastorais, atividades como, por exemplo, o edificante serviço aos pobres e aos doentes. São chamados, ainda a colaborar no governo paroquial e diocesano, participando dos conselhos pastorais e econômicos.

São membros ativos da comunidade, assumindo ministérios e serviços para fazer acontecer a missão da Igreja de Cristo. Entretanto, como disse acima, a missão mais importante dos leigos é no mundo. Eles são chamados a realizar sua missão dentro das realidades que encontram no seu dia a dia. Na família, no trabalho, na escola, no mundo da política, nos movimentos populares, nos meios de comunicação, eles são chamados a testemunhar, pela Palavra e pela vida, a mensagem de Jesus Cristo. 

A missão do leigo é ser fermento nos ambientes em que vive; nesses campos de vida e de atuação, ser “sal da vida e luz do mundo”. O Concílio Vaticano II e os ensinamentos dos últimos Papas insistem muito na necessidade de os leigos participarem ativamente na construção de uma nova sociedade, aperfeiçoando os bens existentes e sanando os males.

"Os Cristãos Leigos são homens e mulheres da Igreja no coração do mundo, homens e mulheres do mundo no coração da Igreja". (Documento de Aparecida, 210). São João Paulo II dizia-nos: "a Evangelização do Continente não pode realizar-se hoje sem a colaboração dos fiéis leigos". (EAm 44). O Documento de Aparecida retoma e reafirma as posições do Concílio Vaticano II de que os Leigos são membros efetivos do Povo de Deus e são Igreja. Para exercerem sua missão, sem dúvida que o ponto de partido é o encontro com Cristo Ressuscitado. A primeira e única opção fundamental é por Cristo. Tendo esse encontro, que transforma vidas e histórias, estarão prontos para dialogar com todas as realidades sem perder a identidade cristã.

Duas são as dimensões da vocação laical. Em uma, os leigos são chamados a exercerem diversas ações na comunidade eclesial e em diferentes formas de apostolado. Devem dar seu testemunho de vida e assumir diversos ministérios e serviços na evangelização, na catequese, na animação de comunidades, na liturgia, dentre outros. (Cf. DA 211). A outra dimensão, esta essencial, é a de atuar no mundo, "a vinha do Senhor", com a tarefa de ser fermento, sal e luz seja pelo testemunho, seja pela ação transformadora na construção da sociedade justa e solidária, conforme os critérios evangélicos. Esta missão específica deve ser vivenciada pelos leigos na política, na realidade social, na economia, nos meios de comunicação, nos sindicatos, no mundo do trabalho urbano e rural, na cultura, na família e em tantas outras realidades. (Cf EN 70 e DA 210).

O protagonismo dos leigos está presente na caminhada da Igreja, através de todos os seus fiéis e de suas lideranças, que promovem e levam à frente a tarefa da evangelização, sempre em união com seus pastores. Para contribuir nesse processo, a CNBB possui uma Comissão Episcopal para o Laicato, que tem como função, na Igreja no Brasil, promover a vocação e missão, formação e espiritualidade dos leigos, bem como sua organização e atuação na Igreja e na sociedade. É uma Comissão da Conferência Episcopal que tem essa especial direção. Fazem parte da Comissão Episcopal do Laicato os Setores Leigos, Juventude e CEBs. A Comissão tem relação de comunhão com o CNLB – Conselho Nacional do Laicato do Brasil – e com outros Movimentos e Associações Laicais. São expressões vivas e dinâmicas da presença e da força dos leigos nas comunidades.

Neste ano, a 54ª Assembleia Geral Ordinária da CNBB (6 a 15 de abril em Aparecida-SP) terá como tema principal: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na Igreja e na Sociedade”, com o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo” (Mt 5, 13-14). Como tema principal terá mais tempo para aprofundamento do tema e para discussões em grupos e em plenário. Já são mais de dois anos que esse tema está sendo aprofundado e, provavelmente, neste ano deverá sair o documento que atualiza essa presença do cristão leigo como Igreja no mundo de hoje.

Nesta esperança depositada da Igreja em seus leigos, é dever de todos que abraçam este estado de vida, propagar a fé e defender todas as diretrizes da Igreja e confirmar esta santidade, pois temos a certeza de participar ativamente dos mistérios de Cristo. “Os fiéis leigos estão na linha mais avançada da vida da Igreja: por eles, a Igreja é o princípio vital da sociedade. Por isso, eles, sobretudo, devem ter uma consciência cada vez mais clara, não somente de que pertencem à Igreja, mas de que são Igreja, isto é, comunidade dos fiéis na Terra sob a direção do chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. Eles são Igreja” (Papa Pio XII).


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro