Arquidiocese do Rio de Janeiro

27º 22º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 27/04/2017

27 de Abril de 2017

Artigo 08: SIGNIFICADO ESPONSAL DO CORPO: “... osso dos meus ossos e carne da minha carne...”

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27 de Abril de 2017

Artigo 08: SIGNIFICADO ESPONSAL DO CORPO: “... osso dos meus ossos e carne da minha carne...”

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24/03/2016 14:32 - Atualizado em 24/05/2016 17:32

Artigo 08: SIGNIFICADO ESPONSAL DO CORPO: “... osso dos meus ossos e carne da minha carne...” 0

24/03/2016 14:32 - Atualizado em 24/05/2016 17:32

“O homem e a mulher, antes de se tornarem marido e esposa (disso falará seguidamente em concreto Gn 4, 1), emergem do mistério da criação, primeiro, como irmão e irmã na mesma humanidade. A compreensão do significado esponsal do corpo, na sua masculinidade e feminilidade, revela o íntimo da sua liberdade, que é liberdade de DOM. Daqui principia aquela comunhão de pessoas, em que ambos se encontram e se dão reciprocamente, na plenitude da sua subjetividade. Assim crescem ambos como pessoas-sujeitos, e crescem reciprocamente um para o outro também através dos corpos e através daquela «NUDEZ» isenta de VERGONHA. Naquela comunhão de pessoas está profundamente assegurada toda a profundidade da SOLIDÃO ORIGINAL do homem (do primeiro e de todos) e, ao mesmo tempo, tal solidão fica de modo maravilhoso penetrada e alargada pelo dom do «outro». Se o homem e a mulher deixam de ser reciprocamente dom desinteressado, como o eram um para o outro no mistério da criação, então reconhecem «estar nus» (Cf. Gn 3.). E então nascer-lhes-á no coração a vergonha daquela nudez, que não tinha sentido no estado de INOCÊNCIA ORIGINAL.” (...)

“No mistério da criação, o homem e a mulher foram «DADOS» pelo Criador, de modo particular, um ao outro, isto não só na dimensão daquele primeiro casal humano e daquela primeira COMUNHÃO DE PESSOAS, mas em toda a perspectiva da existência do gênero humano e da família humana. O fato fundamental desta existência do homem em todas as etapas da sua história é que Deus «os criou homem e mulher»; de fato, sempre os cria deste modo e sempre assim são. A compreensão dos significados fundamentais, encerrados no mistério mesmo da criação, como o SIGNIFICADO ESPONSAL DO CORPO (e dos fundamentais condicionamentos de tal significado), é importante e indispensável para conhecer quem é o homem e quem deve ser, e portanto como deveria modelar a própria atividade.” (Teologia do Corpo, 13.02.1980, 4.5)

Ainda passeando pelo primeiro ciclo de catequeses de São João Paulo II, chegamos agora a um outro conceito básico: o Significado Esponsal do Corpo. Os corpos – masculino e feminino – foram projetados para revelar uma grande Verdade: todos nós fomos criados por Deus (em corpo e alma) para sermos esposos, para nos desposarmos entre nós, como um sinal de que um dia desposaremos a Deus no Céu, com uma comunhão plena.

No livro do profeta Oseias, que traz uma metáfora do amor de Deus para com o seu povo, conhecemos o desejo mais profundo de Deus. Ele quer se casar conosco: “Desposar-me-ei contigo para sempre!” (Os 2,19). São as núpcias místicas para a qual todos nós fomos criados. Deus nos criou porque queria que, em plena comunhão, participássemos da sua alegria perfeita e do seu amor eternos.

O fato de existir a diferença sexual vai muito, muito além da questão meramente biológica de reprodução da espécie, como acontece com os animais. Ela revela de forma concreta e visível a realidade invisível mais profunda, escrita pelo Criador em cada um de nós: só encontraremos a plena felicidade na união com o outro, que é reflexo para mim do próprio Deus.

O nosso corpo nos “diz” que fomos criados para o outro, ele nos impele a buscarmos a união com aquele que me complementa. Quando os jovens vêm conversar conosco, com dúvidas sobre a sua vocação, nossa resposta é sempre a mesma: todos nós nascemos para nos casar. A pergunta correta a ser feita é: “Com quem devo me casar?” Nascemos todos para sermos esposos(as), pais ou mães. Ou nos casamos entre nós, como um sinal de que um dia seremos uma grande família com Deus no Céu, pelo sacramento do matrimônio, ou já aqui na terra nos “casamos” diretamente com Deus ou com a Igreja, numa entrega total que antecipa o Céu, como os celibatários.


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Artigo 08: SIGNIFICADO ESPONSAL DO CORPO: “... osso dos meus ossos e carne da minha carne...”

24/03/2016 14:32 - Atualizado em 24/05/2016 17:32

“O homem e a mulher, antes de se tornarem marido e esposa (disso falará seguidamente em concreto Gn 4, 1), emergem do mistério da criação, primeiro, como irmão e irmã na mesma humanidade. A compreensão do significado esponsal do corpo, na sua masculinidade e feminilidade, revela o íntimo da sua liberdade, que é liberdade de DOM. Daqui principia aquela comunhão de pessoas, em que ambos se encontram e se dão reciprocamente, na plenitude da sua subjetividade. Assim crescem ambos como pessoas-sujeitos, e crescem reciprocamente um para o outro também através dos corpos e através daquela «NUDEZ» isenta de VERGONHA. Naquela comunhão de pessoas está profundamente assegurada toda a profundidade da SOLIDÃO ORIGINAL do homem (do primeiro e de todos) e, ao mesmo tempo, tal solidão fica de modo maravilhoso penetrada e alargada pelo dom do «outro». Se o homem e a mulher deixam de ser reciprocamente dom desinteressado, como o eram um para o outro no mistério da criação, então reconhecem «estar nus» (Cf. Gn 3.). E então nascer-lhes-á no coração a vergonha daquela nudez, que não tinha sentido no estado de INOCÊNCIA ORIGINAL.” (...)

“No mistério da criação, o homem e a mulher foram «DADOS» pelo Criador, de modo particular, um ao outro, isto não só na dimensão daquele primeiro casal humano e daquela primeira COMUNHÃO DE PESSOAS, mas em toda a perspectiva da existência do gênero humano e da família humana. O fato fundamental desta existência do homem em todas as etapas da sua história é que Deus «os criou homem e mulher»; de fato, sempre os cria deste modo e sempre assim são. A compreensão dos significados fundamentais, encerrados no mistério mesmo da criação, como o SIGNIFICADO ESPONSAL DO CORPO (e dos fundamentais condicionamentos de tal significado), é importante e indispensável para conhecer quem é o homem e quem deve ser, e portanto como deveria modelar a própria atividade.” (Teologia do Corpo, 13.02.1980, 4.5)

Ainda passeando pelo primeiro ciclo de catequeses de São João Paulo II, chegamos agora a um outro conceito básico: o Significado Esponsal do Corpo. Os corpos – masculino e feminino – foram projetados para revelar uma grande Verdade: todos nós fomos criados por Deus (em corpo e alma) para sermos esposos, para nos desposarmos entre nós, como um sinal de que um dia desposaremos a Deus no Céu, com uma comunhão plena.

No livro do profeta Oseias, que traz uma metáfora do amor de Deus para com o seu povo, conhecemos o desejo mais profundo de Deus. Ele quer se casar conosco: “Desposar-me-ei contigo para sempre!” (Os 2,19). São as núpcias místicas para a qual todos nós fomos criados. Deus nos criou porque queria que, em plena comunhão, participássemos da sua alegria perfeita e do seu amor eternos.

O fato de existir a diferença sexual vai muito, muito além da questão meramente biológica de reprodução da espécie, como acontece com os animais. Ela revela de forma concreta e visível a realidade invisível mais profunda, escrita pelo Criador em cada um de nós: só encontraremos a plena felicidade na união com o outro, que é reflexo para mim do próprio Deus.

O nosso corpo nos “diz” que fomos criados para o outro, ele nos impele a buscarmos a união com aquele que me complementa. Quando os jovens vêm conversar conosco, com dúvidas sobre a sua vocação, nossa resposta é sempre a mesma: todos nós nascemos para nos casar. A pergunta correta a ser feita é: “Com quem devo me casar?” Nascemos todos para sermos esposos(as), pais ou mães. Ou nos casamos entre nós, como um sinal de que um dia seremos uma grande família com Deus no Céu, pelo sacramento do matrimônio, ou já aqui na terra nos “casamos” diretamente com Deus ou com a Igreja, numa entrega total que antecipa o Céu, como os celibatários.


Tatiana e Ronaldo de Melo
Autor

Tatiana e Ronaldo de Melo

Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro