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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/12/2017

18 de Dezembro de 2017

Reflexão para a Quinta-feira Santa: "Ser cristãos é ser servos dos outros"

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18 de Dezembro de 2017

Reflexão para a Quinta-feira Santa: "Ser cristãos é ser servos dos outros"

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24/03/2016 11:30 - Atualizado em 24/03/2016 11:30

Reflexão para a Quinta-feira Santa: "Ser cristãos é ser servos dos outros" 0

24/03/2016 11:30 - Atualizado em 24/03/2016 11:30

Reflexão para a Quinta-feira Santa:

O Evangelho de João, utilizado para a missa da tarde, mostra que a Páscoa de Jesus não está relacionada com a Páscoa judaica. João não menciona essa páscoa e nem Jerusalém. Para João, a verdadeira Páscoa é a celebrada por Jesus com sua morte.

Ao sentar-se à mesa com seus discípulos, Jesus explicita partilha de vida e de ideais. Isso deveria vir à nossa mente e ao nosso coração quando nos dirigimos a alguma celebração eucarística. Só posso celebrá-la se minha vida é uma constante partilha não só daquilo que tenho, mas principalmente daquilo que sou, partilha de mim mesmo como dom.

João inicia falando da “hora” de  Jesus, do amor extremo do Senhor pelos seus e imediatamente  mostra que esse amor é concreto e culmina com a cruz.

Jesus  ensina que  o serviço é amor e quem mais serve é porque mais ama. Ele assume o papel que era atribuído ao escravo gentio e vai lavar os pés de seus discípulos. Pedro, chocado com o que vê, reage peremptoriamente, mas Jesus lhe diz: ou deixa que eu lave seus pés e aceita a nova sociedade onde o súdito é igual ao patrão, ou você não participará do projeto de Deus, da  adesão ao Jesus-servo.

Ser cristão é ser servo dos outros!

Pedro precisa mudar sua cabeça. Apesar de servo, tem cabeça de patrão. Está inserido na sociedade classista  onde o maior deverá ser servido pelo menor, onde há superiores e  inferiores. Cristo inaugura a nova sociedade, a dos filhos de Deus, a dos irmãos em Cristo.

Jesus volta à mesa, isto é, retoma a posição de homem livre  - só os livres se sentam à mesa -, mas não retira o avental. O símbolo do servo, o avental, ele o conserva sob o manto. Jesus comenta o que fez,  assume que é o Mestre e Senhor de todos e proclama a  ordem da nova sociedade: lavar os pés uns dos outros.

Jesus concluirá o lava-pés na cruz, quando de fato nos purificará, nos possibilitará a entrada na Casa do Pai. O entregar-se vai muito além do simples serviço. Entregar-se é dar-se como dom, como dom de si para o outro.

Nisso está o amor. De fato, a entrega de Jesus na cruz para a nossa Redenção – sacrifício que estamos para celebrar – é expressão máxima do Amor de Deus por todos nós. (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para Quinta-feira Santa)

Foto: Rádio Vaticano

 

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Reflexão para a Quinta-feira Santa:

Reflexão para a Quinta-feira Santa: "Ser cristãos é ser servos dos outros"

24/03/2016 11:30 - Atualizado em 24/03/2016 11:30

O Evangelho de João, utilizado para a missa da tarde, mostra que a Páscoa de Jesus não está relacionada com a Páscoa judaica. João não menciona essa páscoa e nem Jerusalém. Para João, a verdadeira Páscoa é a celebrada por Jesus com sua morte.

Ao sentar-se à mesa com seus discípulos, Jesus explicita partilha de vida e de ideais. Isso deveria vir à nossa mente e ao nosso coração quando nos dirigimos a alguma celebração eucarística. Só posso celebrá-la se minha vida é uma constante partilha não só daquilo que tenho, mas principalmente daquilo que sou, partilha de mim mesmo como dom.

João inicia falando da “hora” de  Jesus, do amor extremo do Senhor pelos seus e imediatamente  mostra que esse amor é concreto e culmina com a cruz.

Jesus  ensina que  o serviço é amor e quem mais serve é porque mais ama. Ele assume o papel que era atribuído ao escravo gentio e vai lavar os pés de seus discípulos. Pedro, chocado com o que vê, reage peremptoriamente, mas Jesus lhe diz: ou deixa que eu lave seus pés e aceita a nova sociedade onde o súdito é igual ao patrão, ou você não participará do projeto de Deus, da  adesão ao Jesus-servo.

Ser cristão é ser servo dos outros!

Pedro precisa mudar sua cabeça. Apesar de servo, tem cabeça de patrão. Está inserido na sociedade classista  onde o maior deverá ser servido pelo menor, onde há superiores e  inferiores. Cristo inaugura a nova sociedade, a dos filhos de Deus, a dos irmãos em Cristo.

Jesus volta à mesa, isto é, retoma a posição de homem livre  - só os livres se sentam à mesa -, mas não retira o avental. O símbolo do servo, o avental, ele o conserva sob o manto. Jesus comenta o que fez,  assume que é o Mestre e Senhor de todos e proclama a  ordem da nova sociedade: lavar os pés uns dos outros.

Jesus concluirá o lava-pés na cruz, quando de fato nos purificará, nos possibilitará a entrada na Casa do Pai. O entregar-se vai muito além do simples serviço. Entregar-se é dar-se como dom, como dom de si para o outro.

Nisso está o amor. De fato, a entrega de Jesus na cruz para a nossa Redenção – sacrifício que estamos para celebrar – é expressão máxima do Amor de Deus por todos nós. (Reflexão do Padre Cesar Augusto dos Santos para Quinta-feira Santa)

Foto: Rádio Vaticano