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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/05/2019

24 de Maio de 2019

Encontro do Papa com o Patriarca da Rússia

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Encontro do Papa com o Patriarca da Rússia

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27/02/2016 00:00 - Atualizado em 29/02/2016 15:12

Encontro do Papa com o Patriarca da Rússia 0

27/02/2016 00:00 - Atualizado em 29/02/2016 15:12

O Patriarca Kirill, de Moscou, esteve aqui no Rio de Janeiro e presidiu aos pés da imagem do Cristo Redentor, no Corcovado, uma celebração pela paz e pelos cristãos perseguidos na África e no Oriente. Antes de passar pelo Brasil ele teve um encontro histórico, em Cuba, com o Papa Francisco na sexta-feira, dia 12 de fevereiro. Francisco e o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, concordaram em unir forças para proteger os cristãos de perseguições, principalmente no Oriente Médio.

Esse foi o primeiro encontro entre os líderes das duas igrejas, que se separaram há quase mil anos, em 1054. Os dois líderes da época se excomungaram. Neste histórico encontro, a primeira coisa que Francisco disse para o Patriarca Russo foi: “Finalmente! Nós somos irmãos”.  E o Patriarca respondeu que assim as coisas ficavam mais fáceis.

O encontro foi em Cuba porque o país tem muitos católicos, e desde os tempos da União Soviética a nação é aliada da Rússia. Por isso, foi considerado um território neutro para o encontro. A prioridade dos dois líderes das Igrejas é combater a perseguição aos cristãos na África e em países como Iraque e Síria, onde eles são alvos dos terroristas do Estado Islâmico.

O porta-voz do Vaticano, o Reverendo Padre jesuíta Federico Lombardi, afirmou que o encontro foi "um momento histórico e uma grande alegria para o Papa". Ele acrescentou que a reunião foi "muito cordial" e que eles chegaram a "uma meta", que é "o ponto de partida de um caminho de unidade e compreensão, que não é fácil, mas muito valioso".

Depois da reunião, o Patriarca Kirill fez um pronunciamento. Kirill afirmou que o encontro com o Papa permitiu "entender e sentir" a posição do outro, e que os dois estão de acordo quanto à possibilidade de Católicos e Ortodoxos cooperarem na defesa do cristianismo. As duas autoridades pediram uma ação imediata da comunidade internacional para proteger os cristãos do Oriente Médio. “Em muitos países do Oriente Médio e do norte da África, famílias inteiras, vilarejos e cidades de nossos irmãos e irmãs em Cristo estão sendo completamente exterminados", afirmaram na declaração conjunta. "Nós esperamos que nosso encontro contribua para o restabelecimento desta unidade desejada por Deus”.

Ao final do encontro, assinaram uma declaração conjunta, na presença de Raúl Castro. Nesta declaração, se fala destes pontos: Cuba (o local escolhido para o encontro), tradição comum, superar divergências, Oriente Médio, acordo de paz, diálogo e Europa, família, juventude, Greco-Católico e testemunhas da verdade.

1- Cuba

“O nosso encontro fraterno teve lugar em Cuba, encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. A partir desta ilha, símbolo das esperanças do “Novo Mundo” e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, dirigimos a nossa palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes”. “Encontrando-nos longe das antigas disputas do “Velho Mundo”, sentimos mais fortemente a necessidade de um trabalho comum entre católicos e ortodoxos, chamados a dar ao mundo, com mansidão e respeito, razão da esperança que está em nós”. (Ped 3, 15).

2- Tradição comum

“Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos de um passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: “Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós”. (Jo 17, 21).

3- Superar divergências

“Para superar as divergências históricas que herdamos, queremos unir os nossos esforços para testemunhar o Evangelho de Cristo e o patrimônio comum da Igreja do primeiro milênio, respondendo em conjunto aos desafios do mundo contemporâneo. Ortodoxos e católicos devem aprender a dar um testemunho concorde da verdade, em áreas onde isso seja possível e necessário. A civilização humana entrou em um período de mudança de época. A nossa consciência cristã e a nossa responsabilidade pastoral não nos permitem ficar inertes perante os desafios que requerem uma resposta comum”.

4- Oriente médio

“Na Síria e no Iraque, a violência já causou milhares de vítimas, deixando milhões de pessoas sem casa nem meios de subsistência. Exortamos a Comunidade Internacional a unir-se para pôr fim à violência e ao terrorismo e, ao mesmo tempo, a contribuir por meio do diálogo para um rápido restabelecimento da paz civil. É essencial garantir uma ajuda humanitária em larga escala às populações martirizadas e a tantos refugiados nos países vizinhos”.

5- Acordo de paz

Para isto, é “preciso que a Comunidade Internacional faça todos os esforços possíveis para pôr fim ao terrorismo, valendo-se de ações comuns, conjuntas e coordenadas. Apelamos a todos os países envolvidos na luta contra o terrorismo, para que atuem de maneira responsável e prudente. Exortamos todos os cristãos e todos os crentes em Deus a suplicarem, fervorosamente, ao Criador providente do mundo que proteja a Sua criação da destruição e não permita uma nova guerra mundial”.

6- Diálogo e Europa

“Estamos preocupados com a situação em muitos países onde os cristãos se debatem cada vez mais frequentemente com uma restrição da liberdade religiosa, do direito de testemunhar as suas convicções e da possibilidade de viver de acordo com elas. Em particular, constatamos que a transformação de alguns países em sociedades secularizadas, alheias a qualquer referência a Deus e à Sua verdade, constitui uma grave ameaça à liberdade religiosa”. “O processo de integração europeia, iniciado depois de séculos de sangrentos conflitos, foi acolhido por muitos com esperança, como uma garantia de paz e segurança. Todavia, convidamos a manter-se vigilantes contra uma integração que não fosse respeitadora das identidades religiosas”.

7- Família

“A família é o centro natural da vida humana e da sociedade. Estamos preocupados com a crise da família em muitos países. Ortodoxos e católicos partilham a mesma concepção da família, e são chamados a testemunhar que ela é um caminho de santidade, que testemunha a fidelidade dos esposos nas suas relações mútuas, a sua abertura à procriação e à educação dos filhos, a solidariedade entre as gerações e o respeito pelos mais vulneráveis”. “A família funda-se no matrimônio, ato de amor livre e fiel entre um homem e uma mulher. É o amor que sela a sua união e os ensina a acolher-se reciprocamente como um dom. O matrimônio é uma escola de amor e fidelidade”.

8- Juventude

“Vós, jovens, tendes o dever de não esconder o talento na Terra (cf. Mt 25, 25), mas de usar todas as capacidades que Deus vos deu para confirmar no mundo as verdades de Cristo, encarnar na vossa vida os mandamentos evangélicos do amor de Deus e do próximo. Não tenhais medo de ir contra a corrente, defendendo a verdade de Deus, à qual estão longe de se conformar sempre as normas secularizadas de hoje”.

9- Greco-Católicos

“Esperamos que o nosso encontro possa contribuir também para a reconciliação, onde existirem tensões entre grecos-católicos e ortodoxos”. “... as comunidades eclesiais surgidas nestas circunstâncias históricas têm o direito de existir e de empreender tudo o que é necessário para satisfazer as exigências espirituais dos seus fiéis, procurando ao mesmo tempo viver em paz com os seus vizinhos. Ortodoxos e grecos-católicos precisam reconciliar-se e encontrar formas mutuamente aceitáveis de convivência”.

10- Testemunhas da verdade

Neste corajoso testemunho da verdade de Deus e da Boa Nova salvífica, possa sustentar-nos o Homem-Deus Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que nos fortifica espiritualmente com a Sua promessa infalível: “Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino”. (Lc 12, 32).

Concluindo.

Portanto, este encontro foi fundamental para unir ainda mais cristãos do Oriente e do Ocidente. Este foi um sinal de que com o diálogo tudo se resolve. Temos que olhar o exemplo destes dois grandes líderes religiosos e tomar como exemplo: para o campo religioso, num maior diálogo entre as religiões, superando assim o terrível fantasma da intolerância; para o campo das relações humanas (em todos os âmbitos) e para a política, pois deve unir as propostas para fazer bem ao povo.

De minha parte, com grande alegria, desejo que a celebração e encontros que o Patriarca de Moscou teve aqui no Rio de Janeiro, em especial aos pés do Cristo Redentor tenham reforçado ainda mais a declaração assinada entre ele e o Papa Francisco. Que São Jorge, devoção comum entre Moscou e Rio de Janeiro, e santo do primeiro milênio cristão interceda por nós. Que estes passos nos façam caminhar para o que nos pede Jesus: “Ut Omnes Unum Sint”. (Para que todos sejam um).

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Encontro do Papa com o Patriarca da Rússia

27/02/2016 00:00 - Atualizado em 29/02/2016 15:12

O Patriarca Kirill, de Moscou, esteve aqui no Rio de Janeiro e presidiu aos pés da imagem do Cristo Redentor, no Corcovado, uma celebração pela paz e pelos cristãos perseguidos na África e no Oriente. Antes de passar pelo Brasil ele teve um encontro histórico, em Cuba, com o Papa Francisco na sexta-feira, dia 12 de fevereiro. Francisco e o patriarca Kirill, líder da Igreja Ortodoxa Russa, concordaram em unir forças para proteger os cristãos de perseguições, principalmente no Oriente Médio.

Esse foi o primeiro encontro entre os líderes das duas igrejas, que se separaram há quase mil anos, em 1054. Os dois líderes da época se excomungaram. Neste histórico encontro, a primeira coisa que Francisco disse para o Patriarca Russo foi: “Finalmente! Nós somos irmãos”.  E o Patriarca respondeu que assim as coisas ficavam mais fáceis.

O encontro foi em Cuba porque o país tem muitos católicos, e desde os tempos da União Soviética a nação é aliada da Rússia. Por isso, foi considerado um território neutro para o encontro. A prioridade dos dois líderes das Igrejas é combater a perseguição aos cristãos na África e em países como Iraque e Síria, onde eles são alvos dos terroristas do Estado Islâmico.

O porta-voz do Vaticano, o Reverendo Padre jesuíta Federico Lombardi, afirmou que o encontro foi "um momento histórico e uma grande alegria para o Papa". Ele acrescentou que a reunião foi "muito cordial" e que eles chegaram a "uma meta", que é "o ponto de partida de um caminho de unidade e compreensão, que não é fácil, mas muito valioso".

Depois da reunião, o Patriarca Kirill fez um pronunciamento. Kirill afirmou que o encontro com o Papa permitiu "entender e sentir" a posição do outro, e que os dois estão de acordo quanto à possibilidade de Católicos e Ortodoxos cooperarem na defesa do cristianismo. As duas autoridades pediram uma ação imediata da comunidade internacional para proteger os cristãos do Oriente Médio. “Em muitos países do Oriente Médio e do norte da África, famílias inteiras, vilarejos e cidades de nossos irmãos e irmãs em Cristo estão sendo completamente exterminados", afirmaram na declaração conjunta. "Nós esperamos que nosso encontro contribua para o restabelecimento desta unidade desejada por Deus”.

Ao final do encontro, assinaram uma declaração conjunta, na presença de Raúl Castro. Nesta declaração, se fala destes pontos: Cuba (o local escolhido para o encontro), tradição comum, superar divergências, Oriente Médio, acordo de paz, diálogo e Europa, família, juventude, Greco-Católico e testemunhas da verdade.

1- Cuba

“O nosso encontro fraterno teve lugar em Cuba, encruzilhada entre Norte e Sul, entre Leste e Oeste. A partir desta ilha, símbolo das esperanças do “Novo Mundo” e dos acontecimentos dramáticos da história do século XX, dirigimos a nossa palavra a todos os povos da América Latina e dos outros continentes”. “Encontrando-nos longe das antigas disputas do “Velho Mundo”, sentimos mais fortemente a necessidade de um trabalho comum entre católicos e ortodoxos, chamados a dar ao mundo, com mansidão e respeito, razão da esperança que está em nós”. (Ped 3, 15).

2- Tradição comum

“Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos de um passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: “Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós”. (Jo 17, 21).

3- Superar divergências

“Para superar as divergências históricas que herdamos, queremos unir os nossos esforços para testemunhar o Evangelho de Cristo e o patrimônio comum da Igreja do primeiro milênio, respondendo em conjunto aos desafios do mundo contemporâneo. Ortodoxos e católicos devem aprender a dar um testemunho concorde da verdade, em áreas onde isso seja possível e necessário. A civilização humana entrou em um período de mudança de época. A nossa consciência cristã e a nossa responsabilidade pastoral não nos permitem ficar inertes perante os desafios que requerem uma resposta comum”.

4- Oriente médio

“Na Síria e no Iraque, a violência já causou milhares de vítimas, deixando milhões de pessoas sem casa nem meios de subsistência. Exortamos a Comunidade Internacional a unir-se para pôr fim à violência e ao terrorismo e, ao mesmo tempo, a contribuir por meio do diálogo para um rápido restabelecimento da paz civil. É essencial garantir uma ajuda humanitária em larga escala às populações martirizadas e a tantos refugiados nos países vizinhos”.

5- Acordo de paz

Para isto, é “preciso que a Comunidade Internacional faça todos os esforços possíveis para pôr fim ao terrorismo, valendo-se de ações comuns, conjuntas e coordenadas. Apelamos a todos os países envolvidos na luta contra o terrorismo, para que atuem de maneira responsável e prudente. Exortamos todos os cristãos e todos os crentes em Deus a suplicarem, fervorosamente, ao Criador providente do mundo que proteja a Sua criação da destruição e não permita uma nova guerra mundial”.

6- Diálogo e Europa

“Estamos preocupados com a situação em muitos países onde os cristãos se debatem cada vez mais frequentemente com uma restrição da liberdade religiosa, do direito de testemunhar as suas convicções e da possibilidade de viver de acordo com elas. Em particular, constatamos que a transformação de alguns países em sociedades secularizadas, alheias a qualquer referência a Deus e à Sua verdade, constitui uma grave ameaça à liberdade religiosa”. “O processo de integração europeia, iniciado depois de séculos de sangrentos conflitos, foi acolhido por muitos com esperança, como uma garantia de paz e segurança. Todavia, convidamos a manter-se vigilantes contra uma integração que não fosse respeitadora das identidades religiosas”.

7- Família

“A família é o centro natural da vida humana e da sociedade. Estamos preocupados com a crise da família em muitos países. Ortodoxos e católicos partilham a mesma concepção da família, e são chamados a testemunhar que ela é um caminho de santidade, que testemunha a fidelidade dos esposos nas suas relações mútuas, a sua abertura à procriação e à educação dos filhos, a solidariedade entre as gerações e o respeito pelos mais vulneráveis”. “A família funda-se no matrimônio, ato de amor livre e fiel entre um homem e uma mulher. É o amor que sela a sua união e os ensina a acolher-se reciprocamente como um dom. O matrimônio é uma escola de amor e fidelidade”.

8- Juventude

“Vós, jovens, tendes o dever de não esconder o talento na Terra (cf. Mt 25, 25), mas de usar todas as capacidades que Deus vos deu para confirmar no mundo as verdades de Cristo, encarnar na vossa vida os mandamentos evangélicos do amor de Deus e do próximo. Não tenhais medo de ir contra a corrente, defendendo a verdade de Deus, à qual estão longe de se conformar sempre as normas secularizadas de hoje”.

9- Greco-Católicos

“Esperamos que o nosso encontro possa contribuir também para a reconciliação, onde existirem tensões entre grecos-católicos e ortodoxos”. “... as comunidades eclesiais surgidas nestas circunstâncias históricas têm o direito de existir e de empreender tudo o que é necessário para satisfazer as exigências espirituais dos seus fiéis, procurando ao mesmo tempo viver em paz com os seus vizinhos. Ortodoxos e grecos-católicos precisam reconciliar-se e encontrar formas mutuamente aceitáveis de convivência”.

10- Testemunhas da verdade

Neste corajoso testemunho da verdade de Deus e da Boa Nova salvífica, possa sustentar-nos o Homem-Deus Jesus Cristo, nosso Senhor e Salvador, que nos fortifica espiritualmente com a Sua promessa infalível: “Não temais, pequenino rebanho, porque aprouve ao vosso Pai dar-vos o Reino”. (Lc 12, 32).

Concluindo.

Portanto, este encontro foi fundamental para unir ainda mais cristãos do Oriente e do Ocidente. Este foi um sinal de que com o diálogo tudo se resolve. Temos que olhar o exemplo destes dois grandes líderes religiosos e tomar como exemplo: para o campo religioso, num maior diálogo entre as religiões, superando assim o terrível fantasma da intolerância; para o campo das relações humanas (em todos os âmbitos) e para a política, pois deve unir as propostas para fazer bem ao povo.

De minha parte, com grande alegria, desejo que a celebração e encontros que o Patriarca de Moscou teve aqui no Rio de Janeiro, em especial aos pés do Cristo Redentor tenham reforçado ainda mais a declaração assinada entre ele e o Papa Francisco. Que São Jorge, devoção comum entre Moscou e Rio de Janeiro, e santo do primeiro milênio cristão interceda por nós. Que estes passos nos façam caminhar para o que nos pede Jesus: “Ut Omnes Unum Sint”. (Para que todos sejam um).

Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro