Arquidiocese do Rio de Janeiro

34º 26º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 19/01/2017

19 de Janeiro de 2017

Artigo 02: Por que Voltar ao Princípio?

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

19 de Janeiro de 2017

Artigo 02: Por que Voltar ao Princípio?

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

11/02/2016 16:45 - Atualizado em 24/05/2016 17:19

Artigo 02: Por que Voltar ao Princípio? 0

11/02/2016 16:45 - Atualizado em 24/05/2016 17:19

Situação bem comum: você está na sala da sua casa, realizando alguma tarefa e vê que precisa pegar algum objeto que está no seu quarto. Você vai até o quarto, e quando chega lá... se dá conta de que simplesmente se esqueceu do que tinha ido buscar. Isso já aconteceu com você? Com a gente também, claro! O que a experiência prática nos ensina (e que foi provado pela Psicologia)? Para lembrarmos o que precisávamos fazer no quarto, temos que voltar até a sala. Já fez essa experiência também? Bom, mas o que isso tem a ver com a Teologia do Corpo (TdC)?

Na TdC, São João Paulo II sempre tem como base a Palavra de Deus para cada ciclo de catequeses. Assim sendo, para começar sua análise da sexualidade humana, ele lança mão da mesma estratégia de Jesus. O texto de Mt 19, 3ss mostra do que se trata:

“Alguns fariseus aproximaram-se dele, querendo pô-lo à prova. E perguntaram: “É lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo que seja?” Ele respondeu: “Não lestes que desde o princípio o Criador os fez homem e mulher? E que Ele disse: Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não deve separar.” Eles, porém, objetavam: “Por que, então, ordenou Moisés que se desse carta de divórcio e depois se repudiasse?”. Ele disse: “Foi por causa da dureza dos vossos corações, mas desde o princípio não era assim.”

Vejam como Jesus nos convida a refazermos exatamente este caminho. Um caminho na redescoberta do que significa ser essencialmente humano. Como eixo de reflexão, a TdC parte da corporeidade, que me faz perceber a diferença sexual como ponto de encontro com o outro, que me convida a criar uma comunhão baseada no dom sincero da minha vida a este outro. Percebendo a humanidade perdida, confusa, sem saber que rumo tomar na vivência da afetividade e da sexualidade, Cristo nos ensina que precisamos voltar ao PRINCÍPIO, regressar às nossas origens. E, estamos mesmo perdidos. Basta olhar a nossa volta. A chamada “revolução sexual” que prometeu tanta liberdade, parece que só fez aumentar tantas mazelas da sociedade: promiscuidade, doenças sexualmente transmissíveis, aborto, divórcio, pedofilia, abandono, especialmente das mulheres, filhos sem pais, homossexualidade, prostituição, estupro, pornografia... Tristes realidades. O Mestre nos revela que, somente depois que soubermos de onde viemos é que podemos descobrir verdadeiramente para onde vamos, que rumo devemos tomar. 

João Paulo II começa a TdC literalmente pelo princípio. Ao desenvolver uma análise muito profunda da criação do ser humano, ele faz o que chama de “antropologia adequada” para nos dar “uma visão integral do ser humano”. Sua organização nas catequeses desse primeiro bloco, que trata do “PRINCÍPIO”, perpassa brilhantemente as quatro dimensões do ser humano:

- INTERIORIDADE, nossa vida interior, nossa subjetividade mais profunda;

- EXTERIORIDADE, o corpo como sinal visível que comunica a realidade invisível da alma;

- HORIZONTALIDADE, como nos relacionamos uns com os outros;

- VERTICALIDADE, a forma como nos relacionamos com Deus e nosso caminho à comunhão definitiva com Ele.

Começaremos nosso caminho, então, pela Pré-História Teológica, isto é, o nosso estado original de Graça, que existia antes desse mundo de pecado. O princípio diz respeito não só ao livro bíblico do Gênesis, mas às raízes da minha história, da sua história. Sabe aquela vontade do infinito que às vezes grita dentro de nós?! Nada mais é do que um eco, uma memória dessa vida originária no amor e na graça. Continue com a gente, voltando nesta estrada de retorno ao princípio. É da raiz que a árvore tira os seus nutrientes. Portanto, voltemos às nossas raízes!

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Artigo 02: Por que Voltar ao Princípio?

11/02/2016 16:45 - Atualizado em 24/05/2016 17:19

Situação bem comum: você está na sala da sua casa, realizando alguma tarefa e vê que precisa pegar algum objeto que está no seu quarto. Você vai até o quarto, e quando chega lá... se dá conta de que simplesmente se esqueceu do que tinha ido buscar. Isso já aconteceu com você? Com a gente também, claro! O que a experiência prática nos ensina (e que foi provado pela Psicologia)? Para lembrarmos o que precisávamos fazer no quarto, temos que voltar até a sala. Já fez essa experiência também? Bom, mas o que isso tem a ver com a Teologia do Corpo (TdC)?

Na TdC, São João Paulo II sempre tem como base a Palavra de Deus para cada ciclo de catequeses. Assim sendo, para começar sua análise da sexualidade humana, ele lança mão da mesma estratégia de Jesus. O texto de Mt 19, 3ss mostra do que se trata:

“Alguns fariseus aproximaram-se dele, querendo pô-lo à prova. E perguntaram: “É lícito repudiar a própria mulher por qualquer motivo que seja?” Ele respondeu: “Não lestes que desde o princípio o Criador os fez homem e mulher? E que Ele disse: Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não deve separar.” Eles, porém, objetavam: “Por que, então, ordenou Moisés que se desse carta de divórcio e depois se repudiasse?”. Ele disse: “Foi por causa da dureza dos vossos corações, mas desde o princípio não era assim.”

Vejam como Jesus nos convida a refazermos exatamente este caminho. Um caminho na redescoberta do que significa ser essencialmente humano. Como eixo de reflexão, a TdC parte da corporeidade, que me faz perceber a diferença sexual como ponto de encontro com o outro, que me convida a criar uma comunhão baseada no dom sincero da minha vida a este outro. Percebendo a humanidade perdida, confusa, sem saber que rumo tomar na vivência da afetividade e da sexualidade, Cristo nos ensina que precisamos voltar ao PRINCÍPIO, regressar às nossas origens. E, estamos mesmo perdidos. Basta olhar a nossa volta. A chamada “revolução sexual” que prometeu tanta liberdade, parece que só fez aumentar tantas mazelas da sociedade: promiscuidade, doenças sexualmente transmissíveis, aborto, divórcio, pedofilia, abandono, especialmente das mulheres, filhos sem pais, homossexualidade, prostituição, estupro, pornografia... Tristes realidades. O Mestre nos revela que, somente depois que soubermos de onde viemos é que podemos descobrir verdadeiramente para onde vamos, que rumo devemos tomar. 

João Paulo II começa a TdC literalmente pelo princípio. Ao desenvolver uma análise muito profunda da criação do ser humano, ele faz o que chama de “antropologia adequada” para nos dar “uma visão integral do ser humano”. Sua organização nas catequeses desse primeiro bloco, que trata do “PRINCÍPIO”, perpassa brilhantemente as quatro dimensões do ser humano:

- INTERIORIDADE, nossa vida interior, nossa subjetividade mais profunda;

- EXTERIORIDADE, o corpo como sinal visível que comunica a realidade invisível da alma;

- HORIZONTALIDADE, como nos relacionamos uns com os outros;

- VERTICALIDADE, a forma como nos relacionamos com Deus e nosso caminho à comunhão definitiva com Ele.

Começaremos nosso caminho, então, pela Pré-História Teológica, isto é, o nosso estado original de Graça, que existia antes desse mundo de pecado. O princípio diz respeito não só ao livro bíblico do Gênesis, mas às raízes da minha história, da sua história. Sabe aquela vontade do infinito que às vezes grita dentro de nós?! Nada mais é do que um eco, uma memória dessa vida originária no amor e na graça. Continue com a gente, voltando nesta estrada de retorno ao princípio. É da raiz que a árvore tira os seus nutrientes. Portanto, voltemos às nossas raízes!

Tatiana e Ronaldo de Melo
Autor

Tatiana e Ronaldo de Melo

Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro