Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 24/06/2017

24 de Junho de 2017

Sejamos cristãos autênticos e não hipócritas

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24 de Junho de 2017

Sejamos cristãos autênticos e não hipócritas

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11/02/2016 15:57 - Atualizado em 11/02/2016 15:58

Sejamos cristãos autênticos e não hipócritas 0

11/02/2016 15:57 - Atualizado em 11/02/2016 15:58

Os apóstolos eram os grandes companheiros de Jesus, eram os “amigos do peito”. Eles estavam ali para o que desse e viesse sempre de prontidão. E mais do que isso, eles eram íntimos do Senhor. Tinham fraquezas, como nós temos também, mas o Senhor pedia a eles e hoje a nós que fiquemos com Ele.

Sim, meus irmãos, é preciso ficar com o Senhor, e ser íntimo d’Ele. Os apóstolos aprenderam a ser assim, e nós também, estamos aprendendo a ser. A nossa espiritualidade se define na intimidade com o Senhor. Do contrário, o seu ministério pode tornar-se, infelizmente, uma hipocrisia, porque você não está ligado a Ele.

No teatro grego e romano, eles usavam aquelas máscaras e conforme a máscara que colocavam, desempenhavam um papel na peça. Uma pessoa desempenhava quatro ou cinco papéis usando várias máscaras. Isto é hipocrisia.

Meus irmãos, fiquem com o Senhor, gastem tempo com Ele. Muitas vezes, na vida prática, no convívio com nossos irmãos, não conseguimos viver aquilo que é próprio do filho de Deus.

Podemos dizer que Deus é amor, paz, alegria, felicidade, misericórdia, paciência, bondade, delicadeza, mansidão, generosidade, e assim por diante. Às vezes, porém, ficamos preocupados e essas coisas caem sobre nós como opressão: eu preciso ser, eu tenho de ser, eu não consigo ser, e começamos a nos obrigar a ser.

Tornamo-nos opressão para nós mesmos ao nos obrigar a ser pacientes, e não o somos, nosso estopim é curto, vivemos sempre brigando; queremos ser verdadeiros porque Deus é verdadeiro, mas não o conseguimos; Deus é humilde e eu sou tão orgulhoso; queremos porque queremos ser como Deus é, e por causa disso nos culpamos e nos sentimos condenados e o caos fica insuportável.

Às vezes, o desejo de ser bom acaba criando mais desordem dentro de nós. No entanto, não temos de nos obrigar a nada, porque esta palavra não é um peso, e sim libertação.

Ele não quer nossa mudança de um dia para o outro; seu método para conosco é pedagógico; por outro lado, precisamos saber que é isso que o Senhor quer e com ele cooperar, dispondo-nos a querer o mesmo que ele, sem correr o risco de criar um ar de espiritualidade fora da realidade.

 

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Sejamos cristãos autênticos e não hipócritas

11/02/2016 15:57 - Atualizado em 11/02/2016 15:58

Os apóstolos eram os grandes companheiros de Jesus, eram os “amigos do peito”. Eles estavam ali para o que desse e viesse sempre de prontidão. E mais do que isso, eles eram íntimos do Senhor. Tinham fraquezas, como nós temos também, mas o Senhor pedia a eles e hoje a nós que fiquemos com Ele.

Sim, meus irmãos, é preciso ficar com o Senhor, e ser íntimo d’Ele. Os apóstolos aprenderam a ser assim, e nós também, estamos aprendendo a ser. A nossa espiritualidade se define na intimidade com o Senhor. Do contrário, o seu ministério pode tornar-se, infelizmente, uma hipocrisia, porque você não está ligado a Ele.

No teatro grego e romano, eles usavam aquelas máscaras e conforme a máscara que colocavam, desempenhavam um papel na peça. Uma pessoa desempenhava quatro ou cinco papéis usando várias máscaras. Isto é hipocrisia.

Meus irmãos, fiquem com o Senhor, gastem tempo com Ele. Muitas vezes, na vida prática, no convívio com nossos irmãos, não conseguimos viver aquilo que é próprio do filho de Deus.

Podemos dizer que Deus é amor, paz, alegria, felicidade, misericórdia, paciência, bondade, delicadeza, mansidão, generosidade, e assim por diante. Às vezes, porém, ficamos preocupados e essas coisas caem sobre nós como opressão: eu preciso ser, eu tenho de ser, eu não consigo ser, e começamos a nos obrigar a ser.

Tornamo-nos opressão para nós mesmos ao nos obrigar a ser pacientes, e não o somos, nosso estopim é curto, vivemos sempre brigando; queremos ser verdadeiros porque Deus é verdadeiro, mas não o conseguimos; Deus é humilde e eu sou tão orgulhoso; queremos porque queremos ser como Deus é, e por causa disso nos culpamos e nos sentimos condenados e o caos fica insuportável.

Às vezes, o desejo de ser bom acaba criando mais desordem dentro de nós. No entanto, não temos de nos obrigar a nada, porque esta palavra não é um peso, e sim libertação.

Ele não quer nossa mudança de um dia para o outro; seu método para conosco é pedagógico; por outro lado, precisamos saber que é isso que o Senhor quer e com ele cooperar, dispondo-nos a querer o mesmo que ele, sem correr o risco de criar um ar de espiritualidade fora da realidade.

 

Monsenhor Jonas Abib
Autor

Monsenhor Jonas Abib

Fundador da Comunidade Canção Nova e presidente da Fundação João Paulo II