Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/07/2018

20 de Julho de 2018

Visitar os enfermos

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01/02/2016 15:47 - Atualizado em 01/02/2016 15:48

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01/02/2016 15:47 - Atualizado em 01/02/2016 15:48

Dentro do nosso calendário do ano da misericórdia segundo a nossa Carta Pastoral “Com Misericórdia olhou para ele e o escolheu”, o mês de janeiro está sendo o mês dedicado a visitar os cativos. Em fevereiro, devido ao dia de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial dos Enfermos, a nossa obra de misericórdia será visitar os doentes.

Jesus quis que nós, os seusdiscípulos, o imitássemos numa compaixão eficaz por aqueles que sofrem na doença e em toda a dor. “A Igreja cerca de amor todos os afligidos pela fraqueza humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor. Faz o possível por mitigar-lhes a pobreza e neles procura servir a Cristo” (Concílio Vaticano II, Constituição Lumen Gentium).

Nos doentes, vemos o próprio Cristo que nos diz: o que fizeste por um destes, a mim o fez. “Quem ama verdadeiramente o próximo deve fazer-lhe bem ao corpo tanto como à alma – escreve Santo Agostinho –, e isso não consiste apenas em acompanhar os outros ao médico, mas também em cuidar de que não lhes falte alimentação, bebida, roupa, moradia, e em proteger-lhes o corpo contra tudo o que possa prejudicá-lo. São misericordiosas os que usam de delicadeza e humanidade quando proporcionam aos outros o necessário para resistirem aos males e às dores”.

Podemos ter com os doentes as várias atenções e os cuidados de visitá-los com a frequência oportuna, de procurar que a doença não os intranquilize, de facilitar-lhes o descanso e o cumprimento de todas as prescrições do médico, mas também em cuidar de que não lhes falte alimentação, bebida, roupa, moradia, e em proteger-lhes o corpo contra tudo o que possa prejudicá-los. São misericordiosos os que usam de delicadeza e humanidade quando proporcionam aos outros o necessário para resistirem aos males e às dores.

Não nos esqueçamos de que os doentes são o “tesouro da Igreja” e que têm um poder muito grande diante de Deus, pois o Senhor os olha com particular predileção.

Devemos preocupar-nos pela saúde física dos que estão doentes e também pela sua alma. Procuremos ajudá-los com os meios humanos ao nosso alcance e, sobretudo, procuremos fazê-los ver que se unirem essa dor aos padecimentos de Cristo, ela se converterá num bem de valor incalculável: será ajuda eficaz para toda a Igreja, purificação das faltas passadas e uma oportunidade que Deus lhes dá para progredirem muito na santidade pessoal, porque não raras vezes Cristo abençoa com a Cruz.

O sacramento da Unção dos Enfermos é um dos cuidados que a Igreja reserva para os seus filhos doentes. Este sacramento foi instituído para ajudar os homens a alcançar o Céu, mas não pode ser administrado aos sãos, nem mesmo aos que não padecem de uma doença grave, ainda que se achem em perigo de vida, porque foi instituído a modo de remédio espiritual, e os remédios não se dão aos que estão bem de saúde, mas aos doentes.

A Igreja também não deseja que se espere até os momentos finais para recebê-lo, mas quando se começa a estar em perigo de morte por doença ou velhice. Pode-se, porém, reiterá-lo, se o doente se recupera depois da Unção ou se, durante a mesma doença, se acentua o perigo ou a gravidade; pode-se administrá-lo também a quem vai submeter-se a uma intervenção cirúrgica, desde que a causa da operação seja uma doença grave.

O maior bem deste Sacramento é livrar o cristão do abatimento e da fraqueza que contraiu pelos seus pecados. O Beato Papa Paulo VI resumia assim os efeitos deste sacramento: outorga “a graça do Espírito Santo, cuja unção tira os pecados, se ainda resta algum por apagar, como também os vestígios do pecado; alivia e fortalece também a alma do doente, despertando nela uma grande confiança na misericórdia divina; permite-lhe, sustentando dessa forma, suportar facilmente as provas e penalidades da doença, bem como resistir com maior facilidade às tentações do demônio que está à espreita (cf. Gn 3,15), e por vezes recuperar a saúde corporal, se for conveniente para a saúde da alma”. (Paulo VI, Constituição Apostólica Sacram Unctionem infirmorum).

Esta ocasião é uma oportunidade de melhorarmos o trabalho da Pastoral da Saúde com as equipes sendo ainda mais e melhor organizadas. Espero que muitos se coloquem à disposição para esse serviço. A visita aos doentes tanto nas residências como nos hospitais é imprescindível, pois é a Igreja que vai rezar junto aos seus membros, levando-lhes a Eucaristia da unidade com todo o corpo. É valiosa a Oração dos Enfermos pela Igreja e sua missão.  As celebrações da Jornada Mundial dos Enfermos será uma boa ocasião para nosso comprometimento ainda maior.

Portanto, devemos ter o cuidado com aqueles que em nossas comunidades, famílias ou no nosso trabalho se encontram em situação de doença. Rezemos por estes e saibamos dar a assistência de vida.  


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01/02/2016 15:47 - Atualizado em 01/02/2016 15:48

Dentro do nosso calendário do ano da misericórdia segundo a nossa Carta Pastoral “Com Misericórdia olhou para ele e o escolheu”, o mês de janeiro está sendo o mês dedicado a visitar os cativos. Em fevereiro, devido ao dia de Nossa Senhora de Lourdes e o Dia Mundial dos Enfermos, a nossa obra de misericórdia será visitar os doentes.

Jesus quis que nós, os seusdiscípulos, o imitássemos numa compaixão eficaz por aqueles que sofrem na doença e em toda a dor. “A Igreja cerca de amor todos os afligidos pela fraqueza humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor. Faz o possível por mitigar-lhes a pobreza e neles procura servir a Cristo” (Concílio Vaticano II, Constituição Lumen Gentium).

Nos doentes, vemos o próprio Cristo que nos diz: o que fizeste por um destes, a mim o fez. “Quem ama verdadeiramente o próximo deve fazer-lhe bem ao corpo tanto como à alma – escreve Santo Agostinho –, e isso não consiste apenas em acompanhar os outros ao médico, mas também em cuidar de que não lhes falte alimentação, bebida, roupa, moradia, e em proteger-lhes o corpo contra tudo o que possa prejudicá-lo. São misericordiosas os que usam de delicadeza e humanidade quando proporcionam aos outros o necessário para resistirem aos males e às dores”.

Podemos ter com os doentes as várias atenções e os cuidados de visitá-los com a frequência oportuna, de procurar que a doença não os intranquilize, de facilitar-lhes o descanso e o cumprimento de todas as prescrições do médico, mas também em cuidar de que não lhes falte alimentação, bebida, roupa, moradia, e em proteger-lhes o corpo contra tudo o que possa prejudicá-los. São misericordiosos os que usam de delicadeza e humanidade quando proporcionam aos outros o necessário para resistirem aos males e às dores.

Não nos esqueçamos de que os doentes são o “tesouro da Igreja” e que têm um poder muito grande diante de Deus, pois o Senhor os olha com particular predileção.

Devemos preocupar-nos pela saúde física dos que estão doentes e também pela sua alma. Procuremos ajudá-los com os meios humanos ao nosso alcance e, sobretudo, procuremos fazê-los ver que se unirem essa dor aos padecimentos de Cristo, ela se converterá num bem de valor incalculável: será ajuda eficaz para toda a Igreja, purificação das faltas passadas e uma oportunidade que Deus lhes dá para progredirem muito na santidade pessoal, porque não raras vezes Cristo abençoa com a Cruz.

O sacramento da Unção dos Enfermos é um dos cuidados que a Igreja reserva para os seus filhos doentes. Este sacramento foi instituído para ajudar os homens a alcançar o Céu, mas não pode ser administrado aos sãos, nem mesmo aos que não padecem de uma doença grave, ainda que se achem em perigo de vida, porque foi instituído a modo de remédio espiritual, e os remédios não se dão aos que estão bem de saúde, mas aos doentes.

A Igreja também não deseja que se espere até os momentos finais para recebê-lo, mas quando se começa a estar em perigo de morte por doença ou velhice. Pode-se, porém, reiterá-lo, se o doente se recupera depois da Unção ou se, durante a mesma doença, se acentua o perigo ou a gravidade; pode-se administrá-lo também a quem vai submeter-se a uma intervenção cirúrgica, desde que a causa da operação seja uma doença grave.

O maior bem deste Sacramento é livrar o cristão do abatimento e da fraqueza que contraiu pelos seus pecados. O Beato Papa Paulo VI resumia assim os efeitos deste sacramento: outorga “a graça do Espírito Santo, cuja unção tira os pecados, se ainda resta algum por apagar, como também os vestígios do pecado; alivia e fortalece também a alma do doente, despertando nela uma grande confiança na misericórdia divina; permite-lhe, sustentando dessa forma, suportar facilmente as provas e penalidades da doença, bem como resistir com maior facilidade às tentações do demônio que está à espreita (cf. Gn 3,15), e por vezes recuperar a saúde corporal, se for conveniente para a saúde da alma”. (Paulo VI, Constituição Apostólica Sacram Unctionem infirmorum).

Esta ocasião é uma oportunidade de melhorarmos o trabalho da Pastoral da Saúde com as equipes sendo ainda mais e melhor organizadas. Espero que muitos se coloquem à disposição para esse serviço. A visita aos doentes tanto nas residências como nos hospitais é imprescindível, pois é a Igreja que vai rezar junto aos seus membros, levando-lhes a Eucaristia da unidade com todo o corpo. É valiosa a Oração dos Enfermos pela Igreja e sua missão.  As celebrações da Jornada Mundial dos Enfermos será uma boa ocasião para nosso comprometimento ainda maior.

Portanto, devemos ter o cuidado com aqueles que em nossas comunidades, famílias ou no nosso trabalho se encontram em situação de doença. Rezemos por estes e saibamos dar a assistência de vida.  


Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro