Arquidiocese do Rio de Janeiro

26º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 20/10/2018

20 de Outubro de 2018

Jesus é o Senhor!

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

20 de Outubro de 2018

Jesus é o Senhor!

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

29/01/2016 19:27 - Atualizado em 29/01/2016 19:28

Jesus é o Senhor! 0

29/01/2016 19:27 - Atualizado em 29/01/2016 19:28

Concluindo o primeiro mês deste ano de graça nos reunimos para celebrar o “Dia do Senhor”. Como é importante que os cristãos recuperem o verdadeiro sentido do domingo. Com tantas possibilidades de distração e entretenimento, é muito fácil que os cristãos se distanciem do verdadeiro sentido de se celebrar o “Dia do Senhor”. Não se trata simplesmente de um dia de repouso ou descanso, mas sim de um dia de júbilo, no qual somos convocados, como “assembleia do Senhor”, a nos reunir para adorá-lo de todo o coração e a partir dessa adoração amarmos os irmãos com verdadeira caridade, como diz a oração coleta.

A primeira leitura e o evangelho nos colocam diante do mistério daquele que é chamado a ser profeta. Temos diante dos olhos duas figuras que experimentam a força da profecia e a força da rejeição do seu povo, justamente daqueles a quem são enviados a profetizar em primeiro lugar: Jeremias e Jesus.

Na primeira leitura temos o relato da vocação de Jeremias. Desse relato que compreende os vv. 4-19 do cap. 1, ouvimos apenas dois pequenos trechos: os vv. 4-5 e 17-19. Os vv. 4-5 mostram que, ao dirigir sua Palavra ao profeta, o Senhor lhe revela que a sua missão de profeta sempre esteve nos desígnios misteriosos de Deus. Deus sempre “conheceu” Jeremias e desde sempre o “consagrou”.

Para expressar o “conhecimento” que Deus tem de Jeremias desde sempre, o autor sagrado se utiliza do verbo hebraico yadah, donde provêm termos importantes na teologia do Antigo Testamento, como o termo da’at, por exemplo. Algumas vezes o verbo “conhecer” yadah é utilizado para indicar as relações sexuais, enquanto união profunda entre duas pessoas. Teologicamente, yadah significa, dentre outras coisas, cuidar, entender, conhecer em sentido profundo, escolher. Deus conhece Jeremias e, também, cada homem nas suas entranhas mais profundas, afinal é Ele o Criador de todos e de tudo.

Para expressar a “consagração” com a Deus agraciou Jeremias, o autor sagrado se utiliza do verbo qadash. Este verbo significa separar, cortar e, por isso, consagrar, no sentido de pôr à parte. Jeremias foi “cortado” de entre os homens para servir a Deus, o “santo (qadosh)” como um nabî, ou seja, como um profeta.

A missão do profeta não será fácil. Na perícope que hoje ouvimos ela vem descrita nos vv. 17-19. No v. 17 o profeta é chamado a ser firme e pronto a servir. Nos vv. 18-19 Deus apresenta ao profeta as dificuldades inerentes ao seu ministério. Ele sofrerá oposição, pois o povo “fará guerra” (v. 19) contra ele. Mas Deus não permitirá que o profeta sucumba, eles “não prevalecerão” (v. 19).

Ao acompanhar a leitura do livro de Jeremias vamos ver que o profeta correspondeu a esse chamado do Senhor. Embora sua missão não tenha sido fácil e ele tenha encontrado oposição sobretudo entre os seus conterrâneos, ele fez valer na sua vida a palavra do salmo que hoje ouvimos: Minha boca anunciará todos os dias, vossas graças incontáveis, ó Senhor. E, sem dúvida, Jeremias experimentou o que o mesmo salmista afirma no v. 1: Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre!

O evangelho que hoje ouvimos, continuação daquele do último domingo que apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré, tem seus paralelos sinóticos em Mt 13,53-58 e Mc 6,1-6. Tanto Mateus quanto Marcos não dão tantos detalhes quanto Lucas. Eles se limitam apenas a falar da pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré. Mateus ressalta que Jesus não fez muitos milagres por causa da incredulidade de seus conterrâneos e Marcos reforça essa incredulidade, utilizando-se de uma espécie de contradição, uma vez que ele afirma que Jesus não fez “nenhum milagre”, mas apenas “algumas curas”, ou seja, Jesus fez alguns milagres. Marcos reforça ainda mais o sentido dessa incredulidade ao afirmar que Jesus “admirou-se (gr. Thaumatzein)” dela.

Lucas dá mais detalhes dessa passagem de Jesus pela Sinagoga de Nazaré talvez por ser este evangelista aquele onde Jesus aparece como o grande profeta. Diversos de seus atos são comparados com os de Elias e Eliseu. Toda a vida de Jesus é interpretada por Lucas na linha profética: Ele é o homem da Palavra e do Espírito (4, 1.14.18; 10,21), sua morte é interpretada como sendo a de um profeta (13, 32-34; 22,20). Aqui a “admiração (gr. Thaumatzein)” que Marcos atribui a Jesus por causa da incredulidade dos seus conterrâneos, aparece agora nos seus ouvintes. São estes últimos que ficam “admirados” com as palavras “cheias de graça” que saem de seus lábios.

Jesus, todavia, parece não dar atenção à essa “admiração”, porque esta não brota de uma fé que foi despertada, mas sim de uma desconfiança, pois afinal Jesus é um conterrâneo deles. Essa desconfiança aparece na pergunta que se segue à admiração: Não é este o filho de José? (cf. v. 22)

Em resposta a esta desconfiança Jesus vai citar dois exemplos de profetas rejeitados pelos seus e enviados a estrangeiros que se abriram à fé: Elias e Eliseu. Trata-se de 1Rs 17,7-24 e 2Rs 5, a viúva de Sarepta e o Sírio Naamã respectivamente. Dois exemplos fortes que demonstram grandes homens de Deus enviados a seu próprio povo. No entanto, no meio dos seus encontram somente a incredulidade e, por isso, acabam por ser enviados a estrangeiros, que passam a crer no Deus de Israel. Chamamos de “exemplos fortes” porque Elias e Eliseu são os grandes profetas, aqueles que servem como verdadeiros modelos de vocação e missão profética; e, por outro lado, o exemplo faz com que o povo sinta que Jesus está deflagrando a sua incredulidade. Tal ação de Jesus faz com que eles passem da “admiração” à “revolta”. Ficam “furiosos”, repletos de ódio porque a sua incredulidade foi desvelada e buscam agora matar Jesus. De fato, o levam até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída com a intenção de lança-lo de lá. Todavia, Jesus continua seu caminho, passando pelo meio deles.

Duas coisas importantes nesse versículo final. A primeira delas é que Jesus é o Senhor da sua hora. Sua vida não é tirada, Ele a dá livremente (cf. Jo 10,18). Seus conterrâneos querem matá-lo, mas ele passa pelo meio deles incólume. Não serão os homens que forçosamente tirarão a sua vida. Ele mesmo há de se oferecer, no momento oportuno, como vítima perfeita e sem mancha, que dá voluntariamente sua vida em favor dos homens. O segundo que nos chama atenção neste versículo final (v. 30) é que Jesus “continua seu caminho”. Em Lc 9,51 lemos que Jesus, ao se completar o tempo da sua assunção, tomou “resolutamente o caminho para Jerusalém”. Agora, nada pode pará-lo. Jesus se dirige para a cidade que mata os profetas, a fim de também Ele sofrer a sorte de um profeta: será morto pelo seu povo que não quer acolher a sua Palavra.

Não acolher a Palavra de Cristo significa não acolher a Ele mesmo. Ele é a Palavra feita carne. Ele mesmo é o anunciador e o anúncio; o evangelizador e o próprio Evangelho. Diante destas leituras de hoje devemos refletir sobre a nossa vida cristã em dois aspectos. Primeiro devemos colocar-nos no lugar de Jeremias e do próprio Cristo. Assim como Jeremias somos chamados também nós, desde o ventre materno e, particularmente a partir do nosso Batismo, a sermos profetas. Não profetas que anunciam coisas futuras, mas profetas no sentido de levarmos a boa-nova de Cristo a todos. Essa missão, beça e grandiosa, comporta desafios. Assim como Jeremias e assim como Cristo sofreremos rejeição e perseguição. Todavia, o chamado profético tem de ser maior que o medo da luta. No final, haveremos de receber das mãos do Cristo o prêmio e a coroa, se tivermos tido a coragem de levar adiante a missão profética que nos foi confiada.

Num segundo momento seria interessante colocarmo-nos também no lugar do povo a quem Jeremias e depois o próprio Cristo foram enviados. Será que somos capazes de acolher a Palavra de Cristo e de reconhecer os profetas que o Senhor coloca em nosso meio? Concretamente, nas nossas comunidades, Deus suscita muitas pessoas a quem Ele envia a pregar a sua Palavra. Como nós olhamos esses irmãos? Será que acolhemos a Palavra que Deus através deles nos envia ou, como a multidão de Nazaré, ficamos a nos perguntar: Não é este o filho de José?

Que o Senhor nos ajude a, movidos pela caridade (2ª leitura), viver intensamente nossa missão profética recebida em nosso Batismo e, a acolher os irmãos e irmãs que o Senhor nos envia, a fim de que sejam, para nós, verdadeiros profetas, que nos apontam o caminho para o Senhor.

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

Jesus é o Senhor!

29/01/2016 19:27 - Atualizado em 29/01/2016 19:28

Concluindo o primeiro mês deste ano de graça nos reunimos para celebrar o “Dia do Senhor”. Como é importante que os cristãos recuperem o verdadeiro sentido do domingo. Com tantas possibilidades de distração e entretenimento, é muito fácil que os cristãos se distanciem do verdadeiro sentido de se celebrar o “Dia do Senhor”. Não se trata simplesmente de um dia de repouso ou descanso, mas sim de um dia de júbilo, no qual somos convocados, como “assembleia do Senhor”, a nos reunir para adorá-lo de todo o coração e a partir dessa adoração amarmos os irmãos com verdadeira caridade, como diz a oração coleta.

A primeira leitura e o evangelho nos colocam diante do mistério daquele que é chamado a ser profeta. Temos diante dos olhos duas figuras que experimentam a força da profecia e a força da rejeição do seu povo, justamente daqueles a quem são enviados a profetizar em primeiro lugar: Jeremias e Jesus.

Na primeira leitura temos o relato da vocação de Jeremias. Desse relato que compreende os vv. 4-19 do cap. 1, ouvimos apenas dois pequenos trechos: os vv. 4-5 e 17-19. Os vv. 4-5 mostram que, ao dirigir sua Palavra ao profeta, o Senhor lhe revela que a sua missão de profeta sempre esteve nos desígnios misteriosos de Deus. Deus sempre “conheceu” Jeremias e desde sempre o “consagrou”.

Para expressar o “conhecimento” que Deus tem de Jeremias desde sempre, o autor sagrado se utiliza do verbo hebraico yadah, donde provêm termos importantes na teologia do Antigo Testamento, como o termo da’at, por exemplo. Algumas vezes o verbo “conhecer” yadah é utilizado para indicar as relações sexuais, enquanto união profunda entre duas pessoas. Teologicamente, yadah significa, dentre outras coisas, cuidar, entender, conhecer em sentido profundo, escolher. Deus conhece Jeremias e, também, cada homem nas suas entranhas mais profundas, afinal é Ele o Criador de todos e de tudo.

Para expressar a “consagração” com a Deus agraciou Jeremias, o autor sagrado se utiliza do verbo qadash. Este verbo significa separar, cortar e, por isso, consagrar, no sentido de pôr à parte. Jeremias foi “cortado” de entre os homens para servir a Deus, o “santo (qadosh)” como um nabî, ou seja, como um profeta.

A missão do profeta não será fácil. Na perícope que hoje ouvimos ela vem descrita nos vv. 17-19. No v. 17 o profeta é chamado a ser firme e pronto a servir. Nos vv. 18-19 Deus apresenta ao profeta as dificuldades inerentes ao seu ministério. Ele sofrerá oposição, pois o povo “fará guerra” (v. 19) contra ele. Mas Deus não permitirá que o profeta sucumba, eles “não prevalecerão” (v. 19).

Ao acompanhar a leitura do livro de Jeremias vamos ver que o profeta correspondeu a esse chamado do Senhor. Embora sua missão não tenha sido fácil e ele tenha encontrado oposição sobretudo entre os seus conterrâneos, ele fez valer na sua vida a palavra do salmo que hoje ouvimos: Minha boca anunciará todos os dias, vossas graças incontáveis, ó Senhor. E, sem dúvida, Jeremias experimentou o que o mesmo salmista afirma no v. 1: Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre!

O evangelho que hoje ouvimos, continuação daquele do último domingo que apresenta Jesus na sinagoga de Nazaré, tem seus paralelos sinóticos em Mt 13,53-58 e Mc 6,1-6. Tanto Mateus quanto Marcos não dão tantos detalhes quanto Lucas. Eles se limitam apenas a falar da pregação de Jesus na sinagoga de Nazaré. Mateus ressalta que Jesus não fez muitos milagres por causa da incredulidade de seus conterrâneos e Marcos reforça essa incredulidade, utilizando-se de uma espécie de contradição, uma vez que ele afirma que Jesus não fez “nenhum milagre”, mas apenas “algumas curas”, ou seja, Jesus fez alguns milagres. Marcos reforça ainda mais o sentido dessa incredulidade ao afirmar que Jesus “admirou-se (gr. Thaumatzein)” dela.

Lucas dá mais detalhes dessa passagem de Jesus pela Sinagoga de Nazaré talvez por ser este evangelista aquele onde Jesus aparece como o grande profeta. Diversos de seus atos são comparados com os de Elias e Eliseu. Toda a vida de Jesus é interpretada por Lucas na linha profética: Ele é o homem da Palavra e do Espírito (4, 1.14.18; 10,21), sua morte é interpretada como sendo a de um profeta (13, 32-34; 22,20). Aqui a “admiração (gr. Thaumatzein)” que Marcos atribui a Jesus por causa da incredulidade dos seus conterrâneos, aparece agora nos seus ouvintes. São estes últimos que ficam “admirados” com as palavras “cheias de graça” que saem de seus lábios.

Jesus, todavia, parece não dar atenção à essa “admiração”, porque esta não brota de uma fé que foi despertada, mas sim de uma desconfiança, pois afinal Jesus é um conterrâneo deles. Essa desconfiança aparece na pergunta que se segue à admiração: Não é este o filho de José? (cf. v. 22)

Em resposta a esta desconfiança Jesus vai citar dois exemplos de profetas rejeitados pelos seus e enviados a estrangeiros que se abriram à fé: Elias e Eliseu. Trata-se de 1Rs 17,7-24 e 2Rs 5, a viúva de Sarepta e o Sírio Naamã respectivamente. Dois exemplos fortes que demonstram grandes homens de Deus enviados a seu próprio povo. No entanto, no meio dos seus encontram somente a incredulidade e, por isso, acabam por ser enviados a estrangeiros, que passam a crer no Deus de Israel. Chamamos de “exemplos fortes” porque Elias e Eliseu são os grandes profetas, aqueles que servem como verdadeiros modelos de vocação e missão profética; e, por outro lado, o exemplo faz com que o povo sinta que Jesus está deflagrando a sua incredulidade. Tal ação de Jesus faz com que eles passem da “admiração” à “revolta”. Ficam “furiosos”, repletos de ódio porque a sua incredulidade foi desvelada e buscam agora matar Jesus. De fato, o levam até o alto do monte sobre o qual a cidade estava construída com a intenção de lança-lo de lá. Todavia, Jesus continua seu caminho, passando pelo meio deles.

Duas coisas importantes nesse versículo final. A primeira delas é que Jesus é o Senhor da sua hora. Sua vida não é tirada, Ele a dá livremente (cf. Jo 10,18). Seus conterrâneos querem matá-lo, mas ele passa pelo meio deles incólume. Não serão os homens que forçosamente tirarão a sua vida. Ele mesmo há de se oferecer, no momento oportuno, como vítima perfeita e sem mancha, que dá voluntariamente sua vida em favor dos homens. O segundo que nos chama atenção neste versículo final (v. 30) é que Jesus “continua seu caminho”. Em Lc 9,51 lemos que Jesus, ao se completar o tempo da sua assunção, tomou “resolutamente o caminho para Jerusalém”. Agora, nada pode pará-lo. Jesus se dirige para a cidade que mata os profetas, a fim de também Ele sofrer a sorte de um profeta: será morto pelo seu povo que não quer acolher a sua Palavra.

Não acolher a Palavra de Cristo significa não acolher a Ele mesmo. Ele é a Palavra feita carne. Ele mesmo é o anunciador e o anúncio; o evangelizador e o próprio Evangelho. Diante destas leituras de hoje devemos refletir sobre a nossa vida cristã em dois aspectos. Primeiro devemos colocar-nos no lugar de Jeremias e do próprio Cristo. Assim como Jeremias somos chamados também nós, desde o ventre materno e, particularmente a partir do nosso Batismo, a sermos profetas. Não profetas que anunciam coisas futuras, mas profetas no sentido de levarmos a boa-nova de Cristo a todos. Essa missão, beça e grandiosa, comporta desafios. Assim como Jeremias e assim como Cristo sofreremos rejeição e perseguição. Todavia, o chamado profético tem de ser maior que o medo da luta. No final, haveremos de receber das mãos do Cristo o prêmio e a coroa, se tivermos tido a coragem de levar adiante a missão profética que nos foi confiada.

Num segundo momento seria interessante colocarmo-nos também no lugar do povo a quem Jeremias e depois o próprio Cristo foram enviados. Será que somos capazes de acolher a Palavra de Cristo e de reconhecer os profetas que o Senhor coloca em nosso meio? Concretamente, nas nossas comunidades, Deus suscita muitas pessoas a quem Ele envia a pregar a sua Palavra. Como nós olhamos esses irmãos? Será que acolhemos a Palavra que Deus através deles nos envia ou, como a multidão de Nazaré, ficamos a nos perguntar: Não é este o filho de José?

Que o Senhor nos ajude a, movidos pela caridade (2ª leitura), viver intensamente nossa missão profética recebida em nosso Batismo e, a acolher os irmãos e irmãs que o Senhor nos envia, a fim de que sejam, para nós, verdadeiros profetas, que nos apontam o caminho para o Senhor.

Padre Fábio Siqueira
Autor

Padre Fábio Siqueira

Vice-diretor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida