Arquidiocese do Rio de Janeiro

29º 18º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/04/2017

25 de Abril de 2017

Dai ao nosso tempo a vossa paz

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Dai ao nosso tempo a vossa paz

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15/01/2016 14:27 - Atualizado em 15/01/2016 14:27

Dai ao nosso tempo a vossa paz 0

15/01/2016 14:27 - Atualizado em 15/01/2016 14:27

A Igreja se reúne, esta semana, para celebrar o segundo domingo do Tempo Comum. O presbítero, então, em nome da assembleia, dirige ao Pai, por intermédio de Cristo, na potência do Espírito Santo, a seguinte oração: “Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a Terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz”. Nessa oração se faz duas petições: “escutai com bondade as preces do vosso povo” e “dai ao nosso tempo a vossa paz”. A paz, dom de Deus e encargo do homem, é uma das necessidades mais urgentes de nosso tempo, marcado com tantas formas de violência e de guerra.

A comunidade eclesial tem a tarefa constante de interceder pela paz no mundo e de realizá-la entre os povos. Tal encargo nasce da sua natureza de Corpo Místico do Senhor, como prolongamento da paz trazida e ofertada por Cristo: “eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo!” (Jo 16,35). O Papa Francisco tem insistido muito na necessidade da Igreja se tornar um instrumento de paz entre os homens. Ele escreveu sua mensagem para o 49º Dia Mundial da Paz, no primeiro dia do ano. O texto dessa mensagem versa sobre a necessidade de se fomentar a cultura da misericórdia e da solidariedade, a fim de se conquistar relações mais pacíficas para o mundo.

O ponto nevrálgico para a conquista da paz, segundo o Pontífice, está na superação da “globalização da indiferença”. O comportamento humano de indiferença se manifesta em três níveis: com Deus, com o próximo e com a criação. A indiferença em relação a Deus se caracteriza por uma atitude de autossuficiência, fruto de uma concepção materialista, niilista e relativista. Em relação às pessoas, a indiferença se apresenta como um fechamento do coração e dos olhos, desinteressando-se dos outros e esquivando-se dos problemas sociais. Com a natureza, ela ocorre com a omissão diante de tantos problemas graves na casa comum. De todos esses três níveis, a indiferença em relação a Deus é a mais grave, pois gera no coração do homem um vazio existencial e uma reduzida compreensão de sua identidade, das suas relações e da sua pertença ao cosmos.

Como antídoto contra tal atitude de fechamento, o Pastor da Igreja propõe uma conversão à misericórdia. Jesus é o rosto da misericórdia divina, por isso, somente Ele pode revelar ao homem a medida salutar do seu relacionamento com Deus, com o próximo e com a natureza. De fato, o ministério do Senhor é marcado por ensinamentos e atos que rompem as distâncias e criam condições de comunhão e de paz. A Igreja é convocada a viver essa abertura cristã, a fim de que a indiferença seja vencida e reine uma cultura de compaixão e de paz. O Ano Santo de 2016 quer favorecer o conhecimento e a vivência do amor visceral de Deus, apresentado por Jesus Cristo, para imprimir no coração da humanidade uma mudança de perspectiva em sua cultura. O testemunho da misericórdia é a senda da comunidade eclesial para ajudar o mundo a abandonar o indiferentismo e a vivenciar a paz.

Ao pedido pela paz para o nosso tempo feito pela assembleia litúrgica na celebração eucarística desse domingo, corresponde um compromisso ético e missionário de viver como instrumento de paz, de reconciliação e de comunhão. Esse compromisso pela paz – assumido por todos os cristãos – se concretiza em ações de misericórdia, de perdão e de cuidado, quebrando todas as formas de indiferença em relação a Deus, ao próximo e aos problemas ecológicos. O Papa nos alerta: “Vence a indiferença e conquista a paz”. O Ano Santo da Misericórdia é uma grande oportunidade para que a paz de Cristo seja comunicada pela Igreja aos homens.

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15/01/2016 14:27 - Atualizado em 15/01/2016 14:27

A Igreja se reúne, esta semana, para celebrar o segundo domingo do Tempo Comum. O presbítero, então, em nome da assembleia, dirige ao Pai, por intermédio de Cristo, na potência do Espírito Santo, a seguinte oração: “Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a Terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz”. Nessa oração se faz duas petições: “escutai com bondade as preces do vosso povo” e “dai ao nosso tempo a vossa paz”. A paz, dom de Deus e encargo do homem, é uma das necessidades mais urgentes de nosso tempo, marcado com tantas formas de violência e de guerra.

A comunidade eclesial tem a tarefa constante de interceder pela paz no mundo e de realizá-la entre os povos. Tal encargo nasce da sua natureza de Corpo Místico do Senhor, como prolongamento da paz trazida e ofertada por Cristo: “eu vos disse tais coisas para terdes paz em mim. No mundo tereis tribulações, mas tende coragem: eu venci o mundo!” (Jo 16,35). O Papa Francisco tem insistido muito na necessidade da Igreja se tornar um instrumento de paz entre os homens. Ele escreveu sua mensagem para o 49º Dia Mundial da Paz, no primeiro dia do ano. O texto dessa mensagem versa sobre a necessidade de se fomentar a cultura da misericórdia e da solidariedade, a fim de se conquistar relações mais pacíficas para o mundo.

O ponto nevrálgico para a conquista da paz, segundo o Pontífice, está na superação da “globalização da indiferença”. O comportamento humano de indiferença se manifesta em três níveis: com Deus, com o próximo e com a criação. A indiferença em relação a Deus se caracteriza por uma atitude de autossuficiência, fruto de uma concepção materialista, niilista e relativista. Em relação às pessoas, a indiferença se apresenta como um fechamento do coração e dos olhos, desinteressando-se dos outros e esquivando-se dos problemas sociais. Com a natureza, ela ocorre com a omissão diante de tantos problemas graves na casa comum. De todos esses três níveis, a indiferença em relação a Deus é a mais grave, pois gera no coração do homem um vazio existencial e uma reduzida compreensão de sua identidade, das suas relações e da sua pertença ao cosmos.

Como antídoto contra tal atitude de fechamento, o Pastor da Igreja propõe uma conversão à misericórdia. Jesus é o rosto da misericórdia divina, por isso, somente Ele pode revelar ao homem a medida salutar do seu relacionamento com Deus, com o próximo e com a natureza. De fato, o ministério do Senhor é marcado por ensinamentos e atos que rompem as distâncias e criam condições de comunhão e de paz. A Igreja é convocada a viver essa abertura cristã, a fim de que a indiferença seja vencida e reine uma cultura de compaixão e de paz. O Ano Santo de 2016 quer favorecer o conhecimento e a vivência do amor visceral de Deus, apresentado por Jesus Cristo, para imprimir no coração da humanidade uma mudança de perspectiva em sua cultura. O testemunho da misericórdia é a senda da comunidade eclesial para ajudar o mundo a abandonar o indiferentismo e a vivenciar a paz.

Ao pedido pela paz para o nosso tempo feito pela assembleia litúrgica na celebração eucarística desse domingo, corresponde um compromisso ético e missionário de viver como instrumento de paz, de reconciliação e de comunhão. Esse compromisso pela paz – assumido por todos os cristãos – se concretiza em ações de misericórdia, de perdão e de cuidado, quebrando todas as formas de indiferença em relação a Deus, ao próximo e aos problemas ecológicos. O Papa nos alerta: “Vence a indiferença e conquista a paz”. O Ano Santo da Misericórdia é uma grande oportunidade para que a paz de Cristo seja comunicada pela Igreja aos homens.

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida