Arquidiocese do Rio de Janeiro

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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 21/05/2019

21 de Maio de 2019

Uma estrela no céu da vida

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21 de Maio de 2019

Uma estrela no céu da vida

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02/01/2016 14:26 - Atualizado em 02/01/2016 14:26

Uma estrela no céu da vida 0

02/01/2016 14:26 - Atualizado em 02/01/2016 14:26

Iniciamos 2016! Celebramos a Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria. Os textos litúrgicos da Missa nos falam do nome de Jesus e da circuncisão. Nesse dia foi também comemorado 49º Dia Mundial da Paz, que trouxe como tema: “Vence a indiferença e conquista a Paz”. E no primeiro domingo do novo anjo civil, dentro do tempo do Natal, somos convidados a celebrar a universalidade da salvação através da festa da Epifania do Senhor, ou popularmente conhecida como “festa dos Reis Magos”.

A Igreja celebra, pois, a Epifania, isto é, a manifestação do Senhor ao mundo inteiro. Os Magos representam os povos de todas as línguas e nações que se põem a caminho, chamados por Deus para adorar Jesus (cf. Mt 2, 1-12).

A festa da Epifania incita todos os fiéis a partilharem dos anseios e fadigas da Igreja, que “ora e trabalha ao mesmo tempo para que a totalidade do mundo se incorpore ao Povo de Deus, Corpo do Senhor e Templo do Espírito Santo” (LG 17). Nós podemos ser daqueles que, estando no mundo, imersos nas realidades temporais, viram a estrela de um chamado de Deus e são portadores dessa luz interior, que se acende em consequência do trato diário com Jesus. Sentimos, pois, a necessidade de fazer com que muitos indecisos ou ignorantes se aproximem do Senhor e purifiquem a sua vida.

A Epifania recorda que devemos nos esforçar por todos os meios ao nosso alcance para que todos os nossos amigos, familiares e colegas se aproximem de Jesus. Os Magos, seguindo a estrela, encontram o lugar onde estava o Salvador com Maria e José. E voltaram às suas regiões por outro caminho.

Porque os Magos tiveram a coragem de partir, conseguiram atingir o Deus inatingível e o adoraram! Diz o Evangelho que eles “ao verem de novo a estrela, sentiram uma alegria muito grande!” (Mt 2,1-12). Nós também, se encontrarmos de verdade o Senhor! Eles encontraram uma criança pobre, com uma pobre jovem do povo, Maria, sua Mãe... Não O encontram num palácio, não O encontram numa corte! E, no entanto, com os olhos da fé, reconheceram o Rei verdadeiro, prostraram-se e O adoraram!

Quando nos deixamos guiar, podemos encontrar o Senhor; somente quando saímos dos nossos esquemas, dos nossos modos de pensar, de achar e de sentir, podemos de verdade ver naquilo que é pobre e pequeno, ver naquilo que não estava nos nossos planos e expectativas, a presença de Deus. Depois, diz o Evangelho que eles voltaram por outro caminho... Sim, porque quem encontrou esse Menino, quem se alegrou com ele, quem viu a sua luz muda de caminho, caminha na Vida Nova!

Ao povo desanimado por ver frustradas suas esperanças de glória temporal, o profeta Isaías ordena que Jerusalém levante a cabeça, pois, uma vez convertida, ela servirá de luz para todos os povos. O Messias não virá restituir a glória militar a Israel, mas este será um povo que anuncia a salvação, trazida por Cristo, para todos os povos. Nós celebramos o Natal pensando, talvez, em bens materiais e não nos damos conta do compromisso missionário de anunciar Jesus como Salvador e libertador de nossos pecados!

Os “Santos Reis”, guiados pela “Estrela Guia”, procuraram Jesus no palácio do rei Herodes, mas o Menino estava em Belém. O anúncio da chegada do Messias não encheu de alegria o coração dos poderosos; alegraram-se os pastores (pobres) e os “Santos Reis” (representando a humanidade toda) que O adoraram e O acolheram como Salvador.

Os Magos seguiram a estrela. Não duvidaram por que sua fé era sólida, firme. É importante aprender dos Magos a virtude da perseverança: mesmo durante o tempo em que a estrela se ocultou aos seus olhares continuaram à procura do Menino! Também nós devemos perseverar na prática das boas obras mesmo durante as mais obscuras trevas interiores. É a prova do espírito, que somente pode ser superada num intenso exercício de fé. Sei que Deus assim o quer, devemos repetir nesses momentos: Sei que Deus me chama e isso basta! “Sei em quem pus a minha confiança” (2Tm 1, 12).

Deixemo-nos iluminar pela sua luz! Com os Magos, ajoelhemo-nos diante Daquele que nasceu para nós e está nos braços da sempre Virgem Maria Mãe de Deus: ofereçamos-lhe nossos dons: não mais mirra, incenso e ouro, mas a nossa liberdade, a nossa consciência e a nossa decisão de segui-lo até o fim. Assim, alegrar-nos-emos com grande júbilo e voltaremos ao mundo por outro caminho, “não em orgias e bebedeiras, nem em devassidão e libertinagem, nem em rixas e ciúmes. Mas vesti-vos do Senhor Jesus e não procureis satisfazer os desejos da carne. Deixemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13, 13.12).

Na “Festa da Epifania” (manifestação), quais seriam os presentes que vamos oferecer ao Menino Jesus como sinal concreto de nossa adoração e de nossa conversão? Enfim, seria necessário reconhecer Jesus como nosso Rei e Salvador e prometer segui-lo em todos os passos de nossa caminhada diária. Para todos nós, Deus concede que tenhamos uma estrela que nos indica o caminho a seguir para encontrar com Jesus Cristo! Cabe a nós discernir e seguir. Uma vez encontrado o Senhor, teremos um novo caminho a seguir.



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Uma estrela no céu da vida

02/01/2016 14:26 - Atualizado em 02/01/2016 14:26

Iniciamos 2016! Celebramos a Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria. Os textos litúrgicos da Missa nos falam do nome de Jesus e da circuncisão. Nesse dia foi também comemorado 49º Dia Mundial da Paz, que trouxe como tema: “Vence a indiferença e conquista a Paz”. E no primeiro domingo do novo anjo civil, dentro do tempo do Natal, somos convidados a celebrar a universalidade da salvação através da festa da Epifania do Senhor, ou popularmente conhecida como “festa dos Reis Magos”.

A Igreja celebra, pois, a Epifania, isto é, a manifestação do Senhor ao mundo inteiro. Os Magos representam os povos de todas as línguas e nações que se põem a caminho, chamados por Deus para adorar Jesus (cf. Mt 2, 1-12).

A festa da Epifania incita todos os fiéis a partilharem dos anseios e fadigas da Igreja, que “ora e trabalha ao mesmo tempo para que a totalidade do mundo se incorpore ao Povo de Deus, Corpo do Senhor e Templo do Espírito Santo” (LG 17). Nós podemos ser daqueles que, estando no mundo, imersos nas realidades temporais, viram a estrela de um chamado de Deus e são portadores dessa luz interior, que se acende em consequência do trato diário com Jesus. Sentimos, pois, a necessidade de fazer com que muitos indecisos ou ignorantes se aproximem do Senhor e purifiquem a sua vida.

A Epifania recorda que devemos nos esforçar por todos os meios ao nosso alcance para que todos os nossos amigos, familiares e colegas se aproximem de Jesus. Os Magos, seguindo a estrela, encontram o lugar onde estava o Salvador com Maria e José. E voltaram às suas regiões por outro caminho.

Porque os Magos tiveram a coragem de partir, conseguiram atingir o Deus inatingível e o adoraram! Diz o Evangelho que eles “ao verem de novo a estrela, sentiram uma alegria muito grande!” (Mt 2,1-12). Nós também, se encontrarmos de verdade o Senhor! Eles encontraram uma criança pobre, com uma pobre jovem do povo, Maria, sua Mãe... Não O encontram num palácio, não O encontram numa corte! E, no entanto, com os olhos da fé, reconheceram o Rei verdadeiro, prostraram-se e O adoraram!

Quando nos deixamos guiar, podemos encontrar o Senhor; somente quando saímos dos nossos esquemas, dos nossos modos de pensar, de achar e de sentir, podemos de verdade ver naquilo que é pobre e pequeno, ver naquilo que não estava nos nossos planos e expectativas, a presença de Deus. Depois, diz o Evangelho que eles voltaram por outro caminho... Sim, porque quem encontrou esse Menino, quem se alegrou com ele, quem viu a sua luz muda de caminho, caminha na Vida Nova!

Ao povo desanimado por ver frustradas suas esperanças de glória temporal, o profeta Isaías ordena que Jerusalém levante a cabeça, pois, uma vez convertida, ela servirá de luz para todos os povos. O Messias não virá restituir a glória militar a Israel, mas este será um povo que anuncia a salvação, trazida por Cristo, para todos os povos. Nós celebramos o Natal pensando, talvez, em bens materiais e não nos damos conta do compromisso missionário de anunciar Jesus como Salvador e libertador de nossos pecados!

Os “Santos Reis”, guiados pela “Estrela Guia”, procuraram Jesus no palácio do rei Herodes, mas o Menino estava em Belém. O anúncio da chegada do Messias não encheu de alegria o coração dos poderosos; alegraram-se os pastores (pobres) e os “Santos Reis” (representando a humanidade toda) que O adoraram e O acolheram como Salvador.

Os Magos seguiram a estrela. Não duvidaram por que sua fé era sólida, firme. É importante aprender dos Magos a virtude da perseverança: mesmo durante o tempo em que a estrela se ocultou aos seus olhares continuaram à procura do Menino! Também nós devemos perseverar na prática das boas obras mesmo durante as mais obscuras trevas interiores. É a prova do espírito, que somente pode ser superada num intenso exercício de fé. Sei que Deus assim o quer, devemos repetir nesses momentos: Sei que Deus me chama e isso basta! “Sei em quem pus a minha confiança” (2Tm 1, 12).

Deixemo-nos iluminar pela sua luz! Com os Magos, ajoelhemo-nos diante Daquele que nasceu para nós e está nos braços da sempre Virgem Maria Mãe de Deus: ofereçamos-lhe nossos dons: não mais mirra, incenso e ouro, mas a nossa liberdade, a nossa consciência e a nossa decisão de segui-lo até o fim. Assim, alegrar-nos-emos com grande júbilo e voltaremos ao mundo por outro caminho, “não em orgias e bebedeiras, nem em devassidão e libertinagem, nem em rixas e ciúmes. Mas vesti-vos do Senhor Jesus e não procureis satisfazer os desejos da carne. Deixemos as obras das trevas e vistamos a armadura da luz” (Rm 13, 13.12).

Na “Festa da Epifania” (manifestação), quais seriam os presentes que vamos oferecer ao Menino Jesus como sinal concreto de nossa adoração e de nossa conversão? Enfim, seria necessário reconhecer Jesus como nosso Rei e Salvador e prometer segui-lo em todos os passos de nossa caminhada diária. Para todos nós, Deus concede que tenhamos uma estrela que nos indica o caminho a seguir para encontrar com Jesus Cristo! Cabe a nós discernir e seguir. Uma vez encontrado o Senhor, teremos um novo caminho a seguir.



Cardeal Orani João Tempesta
Autor

Cardeal Orani João Tempesta

Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro