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Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 25/05/2017

25 de Maio de 2017

A Sagrada Família

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A Sagrada Família

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27/12/2015 00:00 - Atualizado em 28/12/2015 16:30

A Sagrada Família 0

27/12/2015 00:00 - Atualizado em 28/12/2015 16:30

O domingo dentro da oitava do Natal é marcado pela celebração da Solenidade da Sagrada Família. Essa celebração insere os fiéis no mistério do plano salvífico, visto que “o matrimônio e a família constituem um dos dons mais preciosos da humanidade” (“Familiaris Consortio” 1). A família de Jesus é o protótipo e o paradigma para todos os lares, pois foi escolhida por Deus Pai para a missão de acolher o seu Filho feito homem. Contemplando a vivência da família de Nazaré, se desvela para todos o sentido verdadeiro das relações de esponsalidade, de paternidade e maternidade, de filiação e de fraternidade. O Evangelho proclamado na eucaristia dominical desta solenidade, Lc 2,41-52, apresenta duas importantes características da família do Senhor: a sua vivência da fé e do amor.

De acordo com o texto do Evangelho, Maria e José eram judeus piedosos, praticantes dos mandamentos da lei, já que “iam todos os anos a Jerusalém” para celebrarem a Páscoa (v.41), e educavam seu filho – Jesus – dentro da sua fé, uma vez que levavam-no também para a peregrinação santa (v.42). A primeira realidade paradigmática da família de Jesus é a sua vivência da fé. Nesse sentido, todo o lar cristão carrega um chamado a se tornar uma escola de santidade. O Catecismo da Igreja Católica, nº 2225, exorta que “pela graça do sacramento do matrimônio os pais recebem a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos”, e isso se dá pelo testemunho de uma vida cristã de acordo com o Evangelho e por meio de uma catequese familiar na qual se ensine o valor da oração, dos mandamentos de Deus e da participação na vida da Igreja e da sociedade.

É perceptível o clima de amor e de cuidado entre os membros da Família Sagrada. Diante do episódio da perda de Jesus no Templo, a voz de Maria ressoa terna e doce para Jesus – “Meu filho, por que agiste assim conosco?” – e revela a preocupação dela e de José pelo menino – “Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, a tua procura” (v.48). Por sua vez, o adolescente Jesus é apresentado como “obediente” aos seus pais (v.51), mas sem deixar de ser zeloso pelas coisas de seu Pai do Céu (v.49). A segunda realidade paradigmática da família de Nazaré é a sua vivência do amor. O ser humano, criatura do Deus-amor, se desenvolve plenamente na medida em que se torna capaz de amar – doação total de si (física, emocional e espiritualmente), de forma livre e consciente, em direção à outra pessoa. A família é a primeira comunidade de amor e, por isso, uma escola de humanidade e fraternidade (cf. “Gaudium et Spes” 52). No seio familiar, a pessoa faz as suas primeiras experiências como alguém que é amado e é capaz de amar, experiência fundamental para suas futuras relações sociais e eclesiais.

Emergem do texto estas duas características da família de Nazaré: a sua fé e o seu amor. A beleza da vida familiar é um anúncio urgente para a humanidade. Diante de tantos desafios encontrados pelo homem e pela mulher para desenvolverem sua vocação ao amor conjugal e de tantas vozes negativas sobre a experiência familiar, a comunidade eclesial precisa estar sempre atenta para acompanhar as famílias em suas alegrias e em seus dramas cotidianos. A pastoral da Igreja é chamada a proclamar o dom da vida familiar, lugar da experiência de fé e de amor, verdadeira escola de humanidade, fraternidade e santidade, na esteira da Sagrada Família.

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27/12/2015 00:00 - Atualizado em 28/12/2015 16:30

O domingo dentro da oitava do Natal é marcado pela celebração da Solenidade da Sagrada Família. Essa celebração insere os fiéis no mistério do plano salvífico, visto que “o matrimônio e a família constituem um dos dons mais preciosos da humanidade” (“Familiaris Consortio” 1). A família de Jesus é o protótipo e o paradigma para todos os lares, pois foi escolhida por Deus Pai para a missão de acolher o seu Filho feito homem. Contemplando a vivência da família de Nazaré, se desvela para todos o sentido verdadeiro das relações de esponsalidade, de paternidade e maternidade, de filiação e de fraternidade. O Evangelho proclamado na eucaristia dominical desta solenidade, Lc 2,41-52, apresenta duas importantes características da família do Senhor: a sua vivência da fé e do amor.

De acordo com o texto do Evangelho, Maria e José eram judeus piedosos, praticantes dos mandamentos da lei, já que “iam todos os anos a Jerusalém” para celebrarem a Páscoa (v.41), e educavam seu filho – Jesus – dentro da sua fé, uma vez que levavam-no também para a peregrinação santa (v.42). A primeira realidade paradigmática da família de Jesus é a sua vivência da fé. Nesse sentido, todo o lar cristão carrega um chamado a se tornar uma escola de santidade. O Catecismo da Igreja Católica, nº 2225, exorta que “pela graça do sacramento do matrimônio os pais recebem a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os filhos”, e isso se dá pelo testemunho de uma vida cristã de acordo com o Evangelho e por meio de uma catequese familiar na qual se ensine o valor da oração, dos mandamentos de Deus e da participação na vida da Igreja e da sociedade.

É perceptível o clima de amor e de cuidado entre os membros da Família Sagrada. Diante do episódio da perda de Jesus no Templo, a voz de Maria ressoa terna e doce para Jesus – “Meu filho, por que agiste assim conosco?” – e revela a preocupação dela e de José pelo menino – “Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, a tua procura” (v.48). Por sua vez, o adolescente Jesus é apresentado como “obediente” aos seus pais (v.51), mas sem deixar de ser zeloso pelas coisas de seu Pai do Céu (v.49). A segunda realidade paradigmática da família de Nazaré é a sua vivência do amor. O ser humano, criatura do Deus-amor, se desenvolve plenamente na medida em que se torna capaz de amar – doação total de si (física, emocional e espiritualmente), de forma livre e consciente, em direção à outra pessoa. A família é a primeira comunidade de amor e, por isso, uma escola de humanidade e fraternidade (cf. “Gaudium et Spes” 52). No seio familiar, a pessoa faz as suas primeiras experiências como alguém que é amado e é capaz de amar, experiência fundamental para suas futuras relações sociais e eclesiais.

Emergem do texto estas duas características da família de Nazaré: a sua fé e o seu amor. A beleza da vida familiar é um anúncio urgente para a humanidade. Diante de tantos desafios encontrados pelo homem e pela mulher para desenvolverem sua vocação ao amor conjugal e de tantas vozes negativas sobre a experiência familiar, a comunidade eclesial precisa estar sempre atenta para acompanhar as famílias em suas alegrias e em seus dramas cotidianos. A pastoral da Igreja é chamada a proclamar o dom da vida familiar, lugar da experiência de fé e de amor, verdadeira escola de humanidade, fraternidade e santidade, na esteira da Sagrada Família.

Padre Vitor Gino Finelon
Autor

Padre Vitor Gino Finelon

Professor das Escolas de Fé e Catequese Mater Ecclesiae e Luz e Vida