Arquidiocese do Rio de Janeiro

35º 21º

Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, 18/12/2017

18 de Dezembro de 2017

(Re)Conhecimento Libertador

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do e-mail.
E-mail enviado com sucesso.

18 de Dezembro de 2017

(Re)Conhecimento Libertador

Se você encontrou erro neste texto ou nesta página, por favor preencha os campos abaixo. O link da página será enviado automaticamente a ArqRio.

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do erro.
Erro relatado com sucesso, obrigado.

11/12/2015 13:42 - Atualizado em 11/12/2015 13:42

(Re)Conhecimento Libertador 0

11/12/2015 13:42 - Atualizado em 11/12/2015 13:42

“Reconhece, ó cristão, a tua dignidade.” É com esta frase no mínimo impactante de São Leão Magno que começa o setor do Catecismo da Igreja Católica dedicado à moral. Isso mesmo. Quem tem o hábito de criticar a Igreja, provavelmente apostaria que, ao falar de moral, apareceria algo como: “Não faça isso ou aquilo, senão você vai para o inferno! ”. Esses devem estar decepcionados. Intrigados, talvez. Ou até aliviados. Afinal, todo ser humano – mesmo quem nunca encarou isso de forma consciente – busca a verdade, o amor e a felicidade. Todo ser humano traz no seu coração o desejo do infinito. E se frustra quando direciona todos os seus desejos para as coisas finitas e imperfeitas.

A Igreja, como mãe e mestra, convida a todos os cristãos, a todos os seus filhos que re-nasceram na água do Batismo, todos os que mergulharam na morte do Cristo e re-ssurgiram com sua re-ssurreição, a re-conhecerem, isto é, nos convoca a conhecermos novamente, a re-descobrirmos nossa própria identidade e re-sgatarmos a nossa dignidade. Quem entende a profundidade da moral cristã constata que ele não é um mero rigorismo, nem opressão, mas verdadeira libertação. Somos livres de quê? De nossas próprias paixões e desordens. Isso mesmo. O maior obstáculo para a felicidade autêntica pode estar dentro de nós mesmos. Somos chamados a sermos livres para quê? Para sermos o melhor que podemos ser! Chegarmos à plenitude da nossa humanidade.

O texto de abertura de São Leão Magno continua: “Uma vez constituído participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias da tua vida passada. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro. Não te esqueças de que foste libertado do poder das trevas e transferido para a luz e para o Reino de Deus.”

O final de ano está chegando. É uma época em que muita gente aproveita para arrumar os armários e a alma também. Fazer uma boa revisão de vida, estabelecer novas metas. Nós trazemos dentro de nós uma semente do infinito. Época em que muitas luzes se acendem pelos shoppings, ruas e casas. Devem nos lembrar da luz nova que Cristo veio lançar sobre a humanidade ao se fazer um de nós. Ele resgata a nossa dignidade de filhos de Deus. Temos sempre um potencial tão grande a desenvolver! Ficar parado é retroceder. Não voltemos ao passado. Nossa vida é uma caminhada e podemos sempre ir mais longe: tornando-nos pessoas melhores para nós mesmos, para Deus, para os outros, para a sociedade como um todo. Nosso destino final não é aqui. Só encontraremos a verdadeira felicidade quando nossos atos forem se ordenando para a eternidade, vislumbrando-a já aqui em meio às coisas terrenas. Todas elas são sinais (mais ou menos evidentes, que nos apontam para o céu!

 

Leia os comentários

Deixe seu comentário

Resposta ao comentário de:

Enviando...
Por favor, preencha os campos adequadamente.
Ocorreu um erro no envio do comentário.
Comentário enviado para aprovação.

(Re)Conhecimento Libertador

11/12/2015 13:42 - Atualizado em 11/12/2015 13:42

“Reconhece, ó cristão, a tua dignidade.” É com esta frase no mínimo impactante de São Leão Magno que começa o setor do Catecismo da Igreja Católica dedicado à moral. Isso mesmo. Quem tem o hábito de criticar a Igreja, provavelmente apostaria que, ao falar de moral, apareceria algo como: “Não faça isso ou aquilo, senão você vai para o inferno! ”. Esses devem estar decepcionados. Intrigados, talvez. Ou até aliviados. Afinal, todo ser humano – mesmo quem nunca encarou isso de forma consciente – busca a verdade, o amor e a felicidade. Todo ser humano traz no seu coração o desejo do infinito. E se frustra quando direciona todos os seus desejos para as coisas finitas e imperfeitas.

A Igreja, como mãe e mestra, convida a todos os cristãos, a todos os seus filhos que re-nasceram na água do Batismo, todos os que mergulharam na morte do Cristo e re-ssurgiram com sua re-ssurreição, a re-conhecerem, isto é, nos convoca a conhecermos novamente, a re-descobrirmos nossa própria identidade e re-sgatarmos a nossa dignidade. Quem entende a profundidade da moral cristã constata que ele não é um mero rigorismo, nem opressão, mas verdadeira libertação. Somos livres de quê? De nossas próprias paixões e desordens. Isso mesmo. O maior obstáculo para a felicidade autêntica pode estar dentro de nós mesmos. Somos chamados a sermos livres para quê? Para sermos o melhor que podemos ser! Chegarmos à plenitude da nossa humanidade.

O texto de abertura de São Leão Magno continua: “Uma vez constituído participante da natureza divina, não penses em voltar às antigas misérias da tua vida passada. Lembra-te de que cabeça e de que corpo és membro. Não te esqueças de que foste libertado do poder das trevas e transferido para a luz e para o Reino de Deus.”

O final de ano está chegando. É uma época em que muita gente aproveita para arrumar os armários e a alma também. Fazer uma boa revisão de vida, estabelecer novas metas. Nós trazemos dentro de nós uma semente do infinito. Época em que muitas luzes se acendem pelos shoppings, ruas e casas. Devem nos lembrar da luz nova que Cristo veio lançar sobre a humanidade ao se fazer um de nós. Ele resgata a nossa dignidade de filhos de Deus. Temos sempre um potencial tão grande a desenvolver! Ficar parado é retroceder. Não voltemos ao passado. Nossa vida é uma caminhada e podemos sempre ir mais longe: tornando-nos pessoas melhores para nós mesmos, para Deus, para os outros, para a sociedade como um todo. Nosso destino final não é aqui. Só encontraremos a verdadeira felicidade quando nossos atos forem se ordenando para a eternidade, vislumbrando-a já aqui em meio às coisas terrenas. Todas elas são sinais (mais ou menos evidentes, que nos apontam para o céu!

 

Tatiana e Ronaldo de Melo
Autor

Tatiana e Ronaldo de Melo

Núcleo de Formação e Espiritualidade da Pastoral Familiar da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro